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Violência28/11/2018 | 14h33Atualizada em 28/11/2018 | 16h38

Acusados de matar homem e esconder corpo em freezer vão a júri em Joinville

Corpo foi encontrado em outubro de 2015, em um galpão abandonado

Acusados de matar homem e esconder corpo em freezer vão a júri em Joinville Salmo Duarte/Agencia RBS
Corpo foi encontrado após uma pessoa entrar em contato com a Polícia Militar (PM) Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Três anos depois de a polícia encontrar um corpo em uma geladeira na zona Sul de Joinville, os acusados pelo crime sobem no banco dos réus. Nesta quinta-feira (29), os réus Jean Carlos de Souza, Sandro Pereira e Luziane de Assis de Albuquerque serão julgados pelo assassinato de Marciel Cidral com golpes de objetos cortantes em outubro de 2015, em um galpão abandonado, situado na avenida Paulo Schroeder, no bairro Petrópolis. 

Outras duas pessoas também são acusadas de ter participação no crime, mas serão julgadas separadamente porque que o processo foi dividido. O júri popular acontece nesta quinta, às 9 horas, no Fórum da cidade. A sessão será presidida pelo juiz Gustavo Henrique Arachescki; a acusação ficará a cargo do promotor, Marcelo Sebastião Netto de Campos, da 23ª Promotoria de Justiça. O advogado Antônio Luiz Lavarda assumiu a defesa de Jean Carlos e de Luziane. Ele informou que apresentará a negação da autoria do crime, de que os dois acusados não contribuíram no crime e que não há elementos que provam que os eles possam ser responsabilizados.

Durante a sessão, não será ouvida nenhuma testemunha. Dos três réus, dois estão em revelia porque não se apresentaram ou tiveram representação em na audiência; o outro passou por processo cirúrgico na última semana, mas até a publicação desta matéria a defesa não havia apresentado documentação solicitando o adiamento da sessão.  

Denúncia por homicídio 

Os três envolvidos neste processo foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado, com emprego de meio cruel e para assegurar vantagem de outro crime, e ocultação de cadáver. Caso sejam condenados, a pena para os crimes pode variar de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado. O advogado de defesa do caso foi procurado, mas até a publicação desta reportagem não havia respondido o contato.  

À época do assassinato, o corpo de Marciel permaneceu no Instituto Médico Legal (IML) durante cinco dias até ser identificado. Ele era natural Araquari, solteiro e não tinha filhos. Segundo a polícia, o homem costumava andar pelas ruas de Joinville com amigos, e não tinha endereço fixo.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,09-10-2015.Corpo de homem é encontrado dentro de freezer em Joinville.A polícia foi até uma obra abandonada na avenida Paulo Schroeder, esquina com a rua Boehmerwald, no bairro Petrópolis, zona Sul da cidade.  No interior da obra de dois andares foram encontradas peças de carros e motocicletas, além do freezer. De acordo com a PM, o local serviria para desmanche de veículos. O corpo do homem não foi identificado e a polícia está no local.(Foto:Salmo Duarte/Agência RBS,Geral)
Galpão fica na avenida Paulo Schroeder, no bairro Petrópolis Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Relembre o caso

A denúncia, oferecida pelo Ministério Público em novembro de 2015, aponta que ação aconteceu porque os acusados tinham a intenção de ocultar o furto de uma motocicleta ocorrido no dia anterior ao crime. Em 9 de outubro de 2015, Marciel foi até o local e solicitou a entrega da moto, afirmando que precisava recuperar o veículo e que sabia que estava escondido no galpão. 

Neste momento, os envolvidos começaram a brigar. Os cinco acusados agrediram a vítima com golpes de objetos contundentes por diversas vezes, principalmente na cabeça, causando a morte de Marciel. Depois do assassinato, os denunciados esconderam o corpo dentro da uma geladeira que havia no galpão. 

O cadáver de Marciel foi encontrado somente quando uma pessoa foi até a Polícia Militar (PM) para relatar que acreditava que um dos suspeitos teria cometido um crime, já que um dos suspeitos o procurou para pedir um carro emprestado. Após a informação, a PM foi até o local indicado pela testemunha e encontrou o corpo. 

As cinco pessoas acusadas de participar do crime foram presas no dia em que o corpo foi encontrado. À época, eles negaram participação no crime. Na época, além dos cinco detidos, um sexto suspeito conseguiu fugir correndo pelas ruas do bairro.

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