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Segurança10/10/2018 | 15h34Atualizada em 10/10/2018 | 15h34

Presos em Joinville durante operação nacional são transferidos com avião da Força Aérea

Os suspeitos serão transferidos para Brasília onde estão sendo apurados os inquéritos

Presos em Joinville durante operação nacional são transferidos com avião da Força Aérea Salmo Duarte/A Noticia
Foto: Salmo Duarte / A Noticia

Os suspeitos de integrar uma quadrilha interestadual que praticava tráfico de drogas e roubos de cargas foram transferidos com um avião da Força Aérea Nacional de Joinville para Brasília, no Distrito Federal. A prisão aconteceu durante operação nacional, intitulada Torre de Babel, realizada no Estado na manhã desta quarta-feira.  

A transferência dos presos aconteceu por volta das 14 horas. As investigações iniciaram em janeiro, no Distrito Federal. De acordo com o Fernando César Costa, delegado-chefe Coordenação Especial de Repressão à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária da Polícia Civil do Distrito Federal (Cecor/PCDF), toda a estrutura da organização foi desmantelada nesta manhã. 

VÍDEO: imagens aéreas mostram operação nacional contra o crime organizado em Joinville

Com o cumprimento dos mandados de prisão preventiva, os inquéritos principais referentes ao tráfico de drogas, organização criminosa e desvios de cargas já estavam finalizados, faltando somente às detenções. Ainda conforme o delegado, a polícia possui dez dias pra relatar os resultados da operação, encaminhar ao Poder Judiciário para que o Ministério Público possa oferecer a denúncia. 

— Tudo que foi colhido vai ser objeto de análise pelo serviço de inteligência e com certeza irão resultar ainda em outros inquéritos policiais — conclui Costa.

Investigação começou em janeiro

As investigações começaram em janeiro deste ano, com a identificação de um dos integrantes que seria o líder do grupo criminoso, para coibir crimes de tráfico de drogas e roubos a bancos em Brasília. O homem começou a ser investigado por tráfico de drogas no Distrito Federal. No decorrer das apurações, a Civil identificou que a organização criminosa atuava em sete Estados do país no tráfico de entorpecentes e ainda em crimes de roubos, furtos e desvios de cargas, além de receptação. 

 Polícia realiza operação nacional contra o crime organizado em JoinvilleIntitulada Torre de Babel, a ação aconteceu em sete Estados do país e no Distrito Federal.
Foto: Policia Civil / Divulgação

Como funcionava o esquema

As investigações apontaram que o líder da organização criminosa, suspeito de comandar o tráfico de drogas, contava com o apoio principal. A dupla seria um “braço” do grupo criminoso responsável por furtar, roubar ou desviar cargas de mercadorias e revende-las depois no mercado ilícito. 

De acordo com o apurado pela polícia, os dois também recrutavam motoristas dos veículos de transportes, falsificavam notas fiscais para as mercadorias produto dos crimes e até registro de ocorrências em delegacias dos supostos furtos. As notificações dos crimes às autoridades policiais eram falsas, já que os carregamentos eram, na verdade, desviados pelos motoristas envolvidos no esquema. 

— O principal foco destes furtos, roubos e desvios de cargas aconteciam aqui em Santa Catarina, sendo negociadas envolvendo receptadores para posterior pagamento de tráfico de drogas em outros Estados do país — explica o diretor da Deic.  

Ainda de acordo com o Cruz, a Deic mapeou um aumento de registro de ocorrências em delegacias do Estado de falsas comunicação de roubo de cargas. Os casos, na verdade, eram acertos entre motoristas ou empresas de logísticas e o grupo criminoso para que fosse feita a falsas comunicações dos crimes. Ainda que a investigação tenha iniciado neste ano, a polícia conseguiu identificar roubos de carregamentos dentro do esquema da quadrilha ocorridos em 2015. 

A outra parte da organização, que tinha uma pessoa na liderança, mantinha atuação na prática do tráfico de drogas. Na região de Cristalina, em Goiás, a polícia chegou a encontrar um imóvel de propriedade do grupo que era usada para armazenar grande quantidade de drogas. As cargas roubadas eram utilizadas para pagamento das cargas de drogas que chegavam ao Distrito Federal e distribuídas para outros Estados brasileiros. 

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