Homem é denunciado pelo MP por matar pai e irmã em São Bento do Sul  - Segurança - A Notícia

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Duplo homicídio09/10/2018 | 11h44Atualizada em 09/10/2018 | 16h23

Homem é denunciado pelo MP por matar pai e irmã em São Bento do Sul 

Ele está preso desde setembro após se entregar à polícia

Homem é denunciado pelo MP por matar pai e irmã em São Bento do Sul  Arquivo Pessoal/Reprodução
Imagens de câmera de segurança mostram o suspeito caminhando no pátio da empresa no horário do crime Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

Osmar Unisesky Junior, 34 anos, suspeito de matar o pai e a irmã em São Bento do Sul, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por duplo homicídio. Ele teria matado a tiros Osmar Unisesky, 61 anos, e Franciele Jelinski, 19 anos, em 18 de setembro deste ano, no Planalto Norte de Santa Catarina. O homem se apresentou a polícia dois dias depois dos assassinatos e permanece preso desde então.  

O inquérito policial foi concluído na última semana do mês passado, o documento foi remetido ao MP no dia 28 de setembro. Na semana passada, a Polícia Civil ainda encaminhou ao órgão alguns laudos periciais que estavam pendentes e ficaram concluídos. O suspeito foi denunciado por duplo homicídio qualificado, por motivo torpe e à traição, além de porte ilegal de arma de fogo.

O advogado de defesa do suspeito, César Augusto Godoy, informou que a briga não teve com a divisão da herança. Segundo ele, a situação foi cogitada após um boato e de tanto que foi dito na cidade virou uma verdade. Godoy ainda informou que havia desavenças familiares porque o pai batia na mãe de Osmar Junior e que ela possuía uma medida protetiva contra o homem assassinado. 

Ele afirmou que a última agressão teria ocorrido há cerca de um ano, quando a companheira dele estava grávida e perdeu o bebê. Agora, a mulher de Osmar Junior está grávida novamente e, segundo Godoy, isso “deve ter feito a situação reavivar na mente dele”. O advogado de defesa ainda contestou a qualificadora do crime, e disse que Osmar Junior não aparece nas imagens e que a irmã, ao ligar para a polícia, disse "tem um homem aqui atirando".  

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Investigação apontou que o crime foi premeditado

De acordo com o delegado Gustavo Muniz Siqueira, responsável pelo caso, mais de dez pessoas foram ouvidas durante a investigação. A Polícia Civil também identificou uma testemunha que presenciou toda a ação de Osmar Junior no dia dos assassinatos, a pessoa se escondeu com medo de também ser morta. 

Durante a elaboração do inquérito ficou comprovado que a motivação dos assassinatos foi uma possível partilha de herança com a irmã. A divisão dos bens teria gerado revolta em Osmar Junior e ainda causado desavenças anteriores entre eles, conforme relataram testemunhas ao delegado. A investigação ainda apontou que o crime foi premeditado pelo suspeito. 

— Ele pretendia simular um latrocínio (roubo seguido de morte), roubando pertences e levando consigo o aparelho que armazenava as imagens do circuito de monitoramento — esclarece o delegado. 

 Pai e filha mortos a tiros na noite de terça-feira em São Bento do Sul serão velados a partir das 13 horas desta quarta-feira na Capela Mortuária São Bento. O sepultamento acontece às 8h30 de quinta-feira no Cemitério de Postema, em Campo Alegre, também no Planalto Norte de Santa Catarina.O caso aconteceu por volta das 20 horas na rua Cezario Marchinhak, no bairro Brasília, onde funcionava uma transportadora da família. Segundo a Polícia Militar, o autor  dos disparos teria sido o filho da vítima, de 34 anos, que está foragido.
Crime ocorreu no terreno onde fica a empresa e a casa de Osmar Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Ainda segundo o delegado, mesmo que Osmar Junior possuísse três armas registradas em casa, ele usou uma arma "fria" no dia do crime e tinha munição extra nos bolsos, confirmando o planejamento do crime e também que pretendia sair impune. A investigação da Polícia Civil ainda apontou que, por causa da reação do pai, Osmar foi obrigado a se distanciar para recarregar a arma, dando para que a irmã acionasse a polícia, impedindo a concretização do planejamento par o crime plano fosse concretizado. 

Além disso, com o acionamento da polícia, o suspeito foi obrigado a fugir, deixando o filho de dois anos sozinho em casa. Conforme Siqueira, não há indícios de que o suspeito tenha tido auxilio de outras pessoas. O indiciado está preso na Penitenciária de Itajaí.

Relembre o caso

O crime aconteceu no dia 18 de setembro, por volta das 20 horas, na rua Cezario Marchinhak, bairro Brasília, onde havia uma transportadora e a casa do idoso. O filho teria assassinado Omar, de 61 anos, a tiros na área externa e depois matado Francielle, de 19 anos, dentro do escritório da empresa.  

Os disparos contra a irmã teriam sido efetuados do lado de fora, por uma janela, e atingido a vítima na cabeça, enquanto ela ligava para a Polícia Militar para pedir ajuda. Segundo a PM, no momento da ligação, um operador da unidade teria ouvido disparos pelo telefone. Com base em imagens de câmeras de seguranças, o delegado havia pedido a prisão preventiva do suspeito. 

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