Integrantes de grupo que planejou invasão à penitenciária de Joinville são identificados e presos - Segurança - A Notícia

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Segurança27/09/2018 | 17h00Atualizada em 27/09/2018 | 17h11

Integrantes de grupo que planejou invasão à penitenciária de Joinville são identificados e presos

Eles explodiram o muro da unidade prisional e trocaram tiros com policiais, agentes de vigilância e agentes penitenciários 

Integrantes de grupo que planejou invasão à penitenciária de Joinville são identificados e presos Divulgação/Divulgação
Os homens fazem parte de facção criminosa e tentavam resgatar detento preso por tráfico de drogas Foto: Divulgação / Divulgação

A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Joinville identificou e prendeu dez pessoas que fizeram parte do planejamento e da tentativa de invasão à Penitenciária Industrial de Joinville em 13 de agosto deste ano. Os dois últimos integrantes foram detidos nesta quarta e quinta-feira, 26 e 27 de setembro. Segundo o delegado Elieser Bertinotti, responsável pela investigação, a maior parte do grupo já estava no Presídio Regional de Joinville ou na Penitenciária Industrial de Joinville. 

Um deles é o motivo para tentativa de resgate que levou à explosão do muro da penitenciária. Paulo Henrique Artmann dos Santos, o Calango, de 29 anos, estava preso por tráfico de drogas na Penitenciária, condenado a 17 anos em regime fechado. Ele já havia sido o motivador do sequestro do helicóptero que ocorreu em março deste ano — a aeronave caiu antes de chegar à unidade prisional. 

O delegado afirma que outro homem que já estava preso na época da tentativa de invasão também participou do planejamento, ajudando do lado de dentro da unidade. Desde 13 de agosto, outros seis integrantes do grupo foram presos por outros crimes, que não foram divulgados pela Polícia Civil. Apenas os dois que foram presos mais recentemente é que foram detidos pela ação criminosa na tentativa de invasão.

Todos os detidos são homens e integrantes de uma facção criminosa. Eles devem ser indiciados por homicídio (por causa da morte de um membro do grupo durante a ação), três tentativas de homicídios (pelos ataques a agentes de segurança da penitenciária) e pela explosão de uma bomba na tentativa de invasão à propriedade pública. 

O inquérito ainda não foi concluído. Enquanto isso, as prisões são temporárias. Paulo Henrique Artmann dos Santos foi transferido para outra unidade prisional.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,13-08-2018.Grupo armado tenta invadir Penitenciária de Joinville.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
O grupo tentou entrar na Penitenciária de Joinville por uma área de mata Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Relembre o crime

O grupo chegou ao muro da Penitenciária Industrial de Joinville por uma área de mata por volta das 5 horas de 13 de agosto. Munidos com armas e explosivos, eles ativaram uma bomba para derrubar o muro da unidade.

A equipe de vigilância particular do presídio respondeu prontamente à ação, depois reforçada pelo apoio dos agentes penitenciários do Presídio Regional de Joinville, que fica ao lado, e da Polícia Militar. Na troca de tiros, um dos integrantes do grupo foi baleado. 

Ele foi encontrado no meio do mato e levado para a ambulância do Samu, mas não resistiu e morreu no local. Foi identificado como Luiz Marcelo Zuzarte, 31 anos, foragido do Complexo Penitenciário de Itajaí desde 31 de maio deste ano, quando foi liberado para uma saída temporária. 

 A queda de um helicóptero em Joinville, com a morte de três pessoas, mobilizou os moradores da região e repercutiu por todo o Brasil. Não é surpresa, portanto, que várias informações desencontradas estejam sendo divulgadas nas redes sociais enquanto a Polícia Federal está investigando o caso. Veja abaixo o que já se sabe sobre o sequestro da aeronave em Santa Catarina.
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Ação ocorreu depois de outra tentativa de resgate frustrada

Paulo Henrique Artmann dos Santos, o Calango, havia sido indiciado poucos dias antes da tentativa de resgate pela ação criminosa no sequestro do helicóptero particular em 8 de março de 2018. Além dele, outras quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF) de terem planejado ou participado do crime.

Eles teriam participação na ocultação de provas, falsificação de documentos, planejamento e apoio à tentativa de libertação do detento. Segundo a Polícia Federal, todos eles têm ligação familiar ou de amizade com Paulo Henrique. Ele também foi denunciado, assim como Daniel da Silva (único sobrevivente da queda).

A investigação apontou que Paulo Henrique contratou Daniel e Ivan Alexssander Zurman Ferreira (morto no acidente) para resgatá-lo na penitenciária. A dupla foi até Penha, onde contratou um voo panorâmico para Joinville usando a desculpa de sobrevoar um terreno.

— Eles fariam com que o piloto pairasse sobre a penitenciária e, por meio de uma corda e uma cadeira de alpinista, fariam o içamento do Paulo Henrique. Ele seria levado até um local próximo, onde uma outra equipe o levaria para um esconderijo — descreveu o delegado da Polícia Federal, Cristian Juliano Cardoso.

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