Exame de gravidez de Andreia tem resultado inconclusivo em Jaraguá do Sul - Segurança - A Notícia

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Violência30/08/2018 | 15h40Atualizada em 30/08/2018 | 15h40

Exame de gravidez de Andreia tem resultado inconclusivo em Jaraguá do Sul

Novo exame deve ser elaborado a partir da coleta de sangue da vítima. Conforme promotor, familiares e o denunciado informaram que ela estava grávida, 

Exame de gravidez de Andreia tem resultado inconclusivo em Jaraguá do Sul Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Andreia tinha 28 anos e deixou uma filha de dez anos, além de familiares afirmarem que ela estava grávida Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
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O resultado do exame de gravidez de Andreia Campos Araújo, 29 anos, deu inconclusivo, conforme o Instituto Geral de Perícias (IGP) de Jaraguá do Sul. A mulher foi morta por asfixia no início deste mês. O principal suspeito do crime é o companheiro dela, Marcelo Kroin, de 38 anos. O corpo foi encontrado no carro do homem, na garagem da casa onde casal residia.  

Com o laudo elaborado, segundo o IGP, não foi possível concluir se a vítima estava grávida. Novo exame deve ser feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) a partir da coleta de sangue da vítima, que devem ficar pronto nos próximos dias.  

— Os exames serão anexados aos autos, para formalizar. Porque todo mundo sabia que da grávida, o denunciado admite a gravidez, a família admite que ela estava grávida — explica o promotor, Marcio Cota, da 4ª Promotoria de Justiça de Jaraguá do Sul.

"Família disse que ele tinha muito ciúme dela", afirma delegado sobre feminicídio

O fato de Andreia estar grávida é agravante na denúncia oferecida pelo MP em 22 de agosto. Marcelo foi denunciado à Justiça por homicídio, com qualificadoras por dificultar a chance de defesa da vítima, meio cruel (asfixia) e feminicídio; com agravantes da gravidez e ocultação do cadáver, já que ele teria tentando levar o corpo de Andreia até Canoinhas.

Ainda de acordo com o promotor, a agravante da gravidez pode aumentar a sentença de Marcelo em um terço à metade da inicial, caso ele seja condenado.  Já a pena para homicídio qualificado, conforme prevê o Código Penal, é de doze a trinta anos de reclusão. 

Após decisão do juiz responsável - de acatar ou não a denúncia, Marcelo deve ser citado no processo para apresentar o advogado de defesa. Após o trâmite é que começa a audiência para ouvir as testemunhas e dar continuidade à ação. O denunciado ainda não apresentou advogado de defesa e que possivelmente será representado por um Defensor Público. 

A reportagem tentou contato com a Defensoria Pública para verificar quem irá assumir a defesa de Marcelo, mas até a publicação desta matéria o órgão ainda não havia retornado ao contato. O denunciado está preso preventivamente desde o início de agosto.

Homem é suspeito de matar esposa após discussão em Jaraguá do Sul
Corpo foi encontrado no carro do marido, na garagem da casaFoto: Kleber Pizzamiglio / NSC TV

Para MP, Marcelo teria agido de maneira premeditada

Conforme a denúncia, Marcelo agiu "de forma premeditada e com inequívoca intenção de matar". À época do crime, o suspeito informou ao delegado responsável pelo inquérito que os dois foram a uma festa e ele retornado para casa. Assim que a mulher chegou, por volta das 3 horas, o casal havia brigado. 

Marcelo também relatou que Andreia teria o agredido com socos e o ameaçado com uma faca, com a qual o teria golpeado no braço. Por fim, ele teria se defendido com um soco e, em seguida, ela teria caído no chão e ido a óbito logo depois. Os laudos apontaram que a mulher foi morta por asfixia.

Na denúncia ainda consta que Andreia estava grávida e havia ingerido bebidas alcoólicas no evento familiar. Marcelo teria usado da vantagem física sobre a mulher para matá-la. 

"De se destacar que o homicídio restou praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida pelo ataque daquele que deveria cuidar de protegê-la, em momento de reduzida possibilidade de esboçar reação e no contexto de violência doméstica e familiar", diz o documento. 

Mensagens trocadas com um amigo

O suspeito de matar a mulher trocou mensagens com um amigo, horas depois do crime, convidando-o para um churrasco. Nas mensagens trocadas por meio de aplicativo, o companheiro dela, Marcelo Kroin, 38, também afirma que "está encrencando e queria conversar" com o outro homem.  

Nas conversas, trocadas entre a manhã e tarde do dia do crime, Marcelo afirma ao amigo que está "encrencado" e diz não saber o que fazer. Por fim, o amigo disse para ele "se entrega, faz o certo, vai ser melhor para você". Segundo o promotor Marcio Cota, da 4ª Promotoria, as informações contidas nas mensagens ainda estão sendo analisadas pelo Ministério Público (MP) e, apesar de não conter uma confissão, demonstram indícios do crime.  

Relembre o caso 

O corpo da mulher foi encontrado na noite de 5 de agosto enrolado em um cobertor, no banco da frente do carro do companheiro. O crime foi descoberto após uma denúncia anônima sobre um possível feminicídio à Polícia Militar. Segundo a PM, o homem relatou que estava com a esposa na noite anterior em uma festa, onde teria acontecido uma discussão entre os dois. Ele teria ido embora sozinho.  

Marcelo disse que, por volta das 3 horas, a esposa chegou embriagada em casa, onde aconteceu uma nova discussão. Segundo Marcelo, Andreia teria o agredido com socos e depois ido até a cozinha pegar uma faca. Neste momento, para se defender, deu um soco na vítima que teria batido a cabeça no chão e morrido. O suspeito também disse que colocou o corpo da vítima no carro e viajou até Canoinhas. Sem saber o que fazer, teria voltado para casa com o corpo. 

O primeiro laudo elaborado apontava o traumatismo craniano como causa da morte, mas exames complementares apontaram que ela foi morta por estrangulamento. O corpo também apresentava vários traumas, além do traumatismo craniano.

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