Edilson Capetinha deve mais de R$ 100 mil de pensão, diz polícia - Segurança - A Notícia

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Ex-jogador do Corinthians05/08/2018 | 19h59Atualizada em 05/08/2018 | 20h19

Edilson Capetinha deve mais de R$ 100 mil de pensão, diz polícia

Futebolista foi preso no sábado e transferido neste domingo do Presídio Regional de Mafra para Casa do Albergado, em Florianópolis

Edilson Capetinha deve mais de R$ 100 mil de pensão, diz polícia Betina Humeres/Agencia RBS
Ex-jogador foi preso neste sábado no Planalto Norte Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

A dívida pelo não pagamento de pensão alimentícia, que gerou o cumprimento do mandado de prisão do ex-jogador do Corinthians Edilson Silva Ferreira, o "Capetinha", supera os R$ 100 mil. A informação foi repassada pela Polícia Civil de Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, que realizou a prisão dele neste sábado (4) na cidade.

De acordo com o delegado Gil Rafael Ribas, da Comarca de Rio Negrinho, o mandado partiu do Poder Judiciário de São Paulo e foi repassado para a Justiça de São Catarina, que, na sequência expediu a ordem de prisão pelo não pagamento da pensão. A polícia então cumpriu o mandado por volta do meio dia em um hotel de Rio Negrinho, onde o ex-jogador estava hospedado para participar de um evento.

Edilson foi levado inicialmente para o Presídio Regional de Mafra e permaneceu no local até este domingo, quando foi transferido pelo Departamento de Administração Prisional (Deap), para Florianópolis. Conforme o diretor do Deap, Deiveison Querino Batista, Edilson Capetinha está agora na Casa do Albergado -  estabelecimento penitenciário destinado à execução do regime aberto de cumprimento da pena privativa de liberdade.

Essa privação de liberdade no caso do não pagamento de pensão alimentícia, normalmente é de prisão decretada por 30 dias. Porém, se a dívida for quitada dentro deste prazo, o devedor será solto após comprovar o pagamento em juízo e, se permanecer inadimplente, o prazo de prisão pode ser prorrogado por até dois meses.

Esta não é a primeira vez que Edilson Capetinha é preso por não pagar pensão. Ele já foi detido pelo menos outras três vezes — a última, em agosto do ano passado. Na época, o jornal baiano Correio publicou uma reportagem em que citava que, além das dívidas em pensão, que na época eram de R$ 8,8 mil para um filho, ele também acumulava um débito milionário em dívidas trabalhistas.

Futebolista participaria de evento na região

O futebolista foi detido neste sábado, 4 de agosto, logo depois de chegar em Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, onde iria participar de um evento com com torcedores corintianos na cidade - jogo amistoso e celebração do "Jantar dos Corinthianos".

Apesar do episódio, a Holder Serviços e Eventos, promotora do evento, manteve a programação do encontro mesmo sem a presença do convidado. A comemoração reuniu outros ídolos do clube, como o ex-jogador Marcelinho Carioca. A empresa também se manifestou sobre o ocorrido em suas redes sociais: 

"Prezados Corinthianos, jogadores, patrocinadores, apoiadores e público em geral. Comunicamos que fatos alheios à nossa vontade impediram a participação do jogador Edilson Capetinha em nosso evento de hoje. Edilson é uma das muitas estrelas do futebol brasileiro,foi pentacampeão pela Seleção Brasileira em 2002. Mas ao chegar em Rio Negrinho hoje, recebeu uma intimação judicial e foi deslocado pela Polícia Civil até Mafra, onde atenderá resultados de processo no qual é réu. Lamentamos pelo atleta e a todos os que aguardavam vê-lo em Rio Negrinho.
Porém, não deixaremos este imprevisto impedir o brilho deste evento, que continuará a ser sucesso até o fim. A Holder Serviços e Eventos já está tomando as providências cabíveis para resolver a situação com os empresários do jogador"
, destaca a nota.

História no futebol

Edílson Silva Ferreira começou a carreira em 1987 e chegou ao Palmeiras em 1993. No ano seguinte passou para o Benfica e retornou para o alviverde em 1995. Depois de uma passagem por um time do Japão,voltou ao Brasil em 1997 para jogar no Corinthians, onde ficou por três anos. Depois, passou pelo Flamengo, pelo Cruzeiro, retornou ao Japão, voltou ao Flamengo, jogou no Al Ain dos Emirados Árabes, no São Caetano, no Vasco, no Vitória, no Bahia e no Taboão da Serra. Ele também estava no elenco da Seleção Brasileira, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo de 2002.

* O Jornal A Notícia tentou localizar o advogado de defesa de Edson Capetinha, mas não obteve êxito até a publicação desta reportagem. A defesa do ex-jogador pode se manifestar por meio do telefone (47) 3419-2180.

 

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