Adolescente é apreendido suspeito de fingir ser fiscal do Procon em Joinville - Segurança - A Notícia

Versão mobile

 

 

Segurança 07/06/2018 | 09h58Atualizada em 07/06/2018 | 10h00

Adolescente é apreendido suspeito de fingir ser fiscal do Procon em Joinville

Jovem ia até estabelecimentos comerciais, alegava problemas com o código do consumidor e vendia um novo exemplar por preço acima do normal 

Adolescente é apreendido suspeito de fingir ser fiscal do Procon em Joinville Raphael Ribeiro/NSC TV
Foto: Raphael Ribeiro / NSC TV

Um adolescente de 17 anos foi apreendido suspeito de se passar por fiscal do Procon e aplicar golpes nos comerciantes de Joinville. Segundo o delegado Luis Felipe Fuentes, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, o jovem se dirigia até estabelecimentos comerciais da cidade, dizendo ser fiscal do Procon, apontava irregularidades com o código do consumidor e vendia um novo exemplar por aproximadamente R$ 50, valor muito acima do praticado. 

— Esse adolescente ia até o local e vendia o livro por um valor de aproximadamente 50 reais. Ele estava praticamente coagindo esses comerciantes a comprarem, sendo que muitas vezes é distribuindo gratuitamente ou a valores pequenos — explica Fuentes. 

Em depoimento à Polícia Civil, o adolescente alegou que não fingia ser representante do Procon. Ele disse que ia aos locais somente para vender o exemplar aos proprietários. Entretanto, a polícia apurou que o adolescente chegava aos comércios e se apresentava como fiscal, dizia que estava fazendo vistorias para garantir os direitos do consumidor. Ele também solicitava o CNPJ do estabelecimento, informando que poderia autuar os donos caso encontrasse alguma irregularidade com o código.  

O jovem foi apreendido na tarde de quarta-feira em um comércio no bairro Glória, na área Central, depois que proprietário ligou para o Procon e informou sobre a situação. No momento da apreensão, o adolescente estava com cerca de R$ 100, que seria proveniente da venda dos exemplares do Código do Consumidor. 

— No depoimento ele também disse que acredita existir um homem na cidade que se passa por fiscal do Procon, mas que ele só trabalhava vendendo o documento — diz o delegado.  

Segundo o gerente do Procon, Kleber Degracia, o órgão recebeu a denúncia de alguns comerciantes da cidade, dizendo que o jovem ia ao local e afirmava que o código do consumidor estava desatualizado. Então, ele fornecia um novo livro por preços muito acima do praticado. Com a compra, ele justificava que o dono do lugar não seria autuado. Degracia alerta que o Procon não cobra valores pelo código e que possui três fiscais que vistoriam os estabelecimentos da cidade, eles utilizam crachá e colete de identificação.     

— O código pode ser comprado em qualquer livraria por um preço médio de R$ 5. Além disso, o Procon de Joinville também pode fornecer gratuitamente os exemplares aos comerciantes que precisaram durante qualquer fiscalização  — explica Degracia.


 

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaJEC é liberado pela Justiça Desportiva de atender à solicitação da Polícia Militar https://t.co/maoHLXWUE8 #LeianoANhá 17 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaPianista prodígio apresenta concerto gratuito em Joinville https://t.co/qAKLId5ivj #LeianoANhá 22 horas Retweet
A Notícia
Busca