62º BI de Joinville deflagra operação que visa combater comércio ilegal de armas e munições - Segurança - A Notícia

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Segurança25/06/2018 | 15h26Atualizada em 25/06/2018 | 15h26

62º BI de Joinville deflagra operação que visa combater comércio ilegal de armas e munições

'Operação Alta Pressão VI' é realizada pelo Exército e órgãos de segurança em todo o Brasil

62º BI de Joinville deflagra operação que visa combater comércio ilegal de armas e munições A Notícia / Divulgação/Divulgação
Foto: A Notícia / Divulgação / Divulgação

O 62º Batalhão de Infantaria de Joinville realiza desde o dia 19 de junho a 'Operação Alta Pressão VI', que entra em sua sexta fase com o objetivo de intensificar a fiscalização do comércio de armas de fogo e munições em todo o País. A ação é deflagrada pelo Exército Brasileiro e, em Santa Catarina, conta com 13 equipes trabalhando em conjunto com a Polícia Militar (PM) e a Receita Federal (RF) em 56 cidades, incluindo Joinville. Ao todo são averiguados os estabelecimentos que possuem a venda desses produtos controlados, além de atiradores.

De acordo com o Batalhão, na região de abrangência da 5ª Região Militar, que fiscaliza os estados do Paraná e Santa Catarina, são quase 21 mil pessoas com Certificado de Registro de armas e mais de 3,3 mil empresas que trabalham com produtos controlados. Nesta primeira semana de fiscalização de armas e munições na região, ao menos um estabelecimento foi interditado, em Camboriú, em decorrência de irregularidades. Nenhuma joinvilense foi autuada até esta segunda-feira (25).

De acordo com o comandante do 62ºBI, tenente-coronel Reinaldo Sótão Calderaro, especificamente na região que inclui Joinville, 60 lojas e mais de três mil atiradores são passíveis de fiscalização. A medida visa restringir o comércio ilegal desses equipamentos. Com isso, o Exército aponta para impactos diretos na redução da violência por meio de armas de fogo, refletindo em benefícios para a segurança pública.

— A polícia administrativa do Exército, conjugada com a Polícia Militar e a fiscalização trabalham principalmente em cima de lojas que tem o registro de venda de armamento. Esse registro ele é fiscalizado, além disso são verificadas as condições de estocagem e de controle do armamento e da munição, de modo que não haja descontrole deste equipamento e acabe acontecendo o caso deles pararem na mão de bandidos ou de pessoas não autorizadas — justifica.

Caso seja encontrada alguma irregularidade com armas ou munições nos locais fiscalizados, o material apreendido é recolhido e fica sob controle da Justiça Federal e, em determinados casos, podem ser destruídas. A empresa com indícios de procedimentos irregulares também fica sujeita a multa e é necessário normalizar as atividades junto aos órgãos competentes.

Números da Operação Alta Pressão

Na última fase da Operação Alta Pressão, realizada em novembro de 2017, foram executadas 140 autuações e três prisões no Brasil. Na ocasião, as ações vinculadas ao Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados (SisFPC) contabilizou a apreensão de 272 armas de fogo, 158.569 munições, 1.241 airsoft (armas de pressão), 97 Kg de pólvora, 18 lunetas e três miras laser. 

Ainda na quinta fase das diligências, foram empregados 787 militares do Exército e 248 integrantes dos Órgãos de Ordem e Segurança Pública e agências governamentais. Os agentes percorreram todo o território nacional, comando uma distância de 84.328 quilômetros e 708 estabelecimentos comerciais fiscalizados.

 
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