"Parece que estamos à deriva", lamenta irmão de comerciante baleado neste sábado em Joinville  - Segurança - A Notícia

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Violência13/05/2018 | 16h00Atualizada em 13/05/2018 | 18h30

"Parece que estamos à deriva", lamenta irmão de comerciante baleado neste sábado em Joinville 

O assalto ocorreu em um posto de combustível na zona Sul da cidade

"Parece que estamos à deriva", lamenta irmão de comerciante baleado neste sábado em Joinville  /

Na noite de sábado, 12 de maio, Aldo Jesus Possenti, 39 anos, estava no posto de combustível da família na rua São Paulo, no bairro Floresta, com um dos irmãos, funcionários e clientes — entre eles, algumas crianças — quando foi vítima de um assalto e, por consequência, baleado por um dos três homens que realizaram o roubo. Os assaltantes levaram dinheiro e cigarros e o iPhone de um cliente e, por sorte, não conseguiram tirar a vida de Aldo. Ele foi atingido no tórax, mas a bala não atingiu nenhum órgão nem a clavícula, e o comerciante recebeu alta na manhã deste domingo. 

O almoço de Dia das Mães da família foi de alívio, mas ainda assim de superação do abalo emocional. Há cinco anos, o pai de Aldo e outros seis filhos, Antônio Possenti, foi morto em um crime semelhante. Ele estava na agropecuária da qual era proprietário, no bairro Fátima, quando um adolescente de 15 anos entrou e tentou assaltar a loja. Atirou no idoso, que tinha 76 anos, e, sem levar nada, fugiu do local. Ele foi apreendido cerca de dez dias depois, junto com um primo de 12 anos que também teria participado da tentativa de assalto. 

Na época, o crime revoltou a comunidade, que promoveu um ato pedindo pelo fim da violência na mesma data da missa sétimo dia de Antônio. Desde então, a viúva, Lúcia Possenti, e os filhos buscaram superar a saudade e o sentimento de impotência diante da falta de segurança, mas não passaram por esses anos sem sustos. Em dezembro do ano passado, Agostinho Possenti, que é sócio do mesmo posto de combustível que Aldo, foi baleado em um assalto no caminho entre o posto e a própria casa, também no Floresta. Levou um tiro no joelho, do qual apenas recentemente conseguiu se recuperar.

— Parece que estamos à deriva. Temos que pedir à Deus por proteção, porque não temos mais o que fazer. Nosso sistema público de segurança não funciona e a justiça não parece ir a favor do comerciante — lamenta Agostinho.

Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 19h30. Testemunhas informaram à polícia que, após o assalto, a vítima tentou ir atrás do assaltante e foi neste momento que ele foi baleado. Uma informação chegou à polícia de que um dos assaltantes teria sido baleado, mas não há confirmação e nenhum outro paciente ferido com arma de fogo chegou às unidades de saúde da região depois do crime. Os três homens que realizaram o assalto e a tentativa de latrocínio fugiram em um Gol de cor cinza e, até as 16 horas deste domingo, nenhum suspeito havia sido localizado.  

 

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