Professor indígena é encontrado ferido e morre em hospital do Litoral Norte de SC - Segurança - A Notícia

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Crime03/01/2018 | 10h40Atualizada em 03/01/2018 | 11h15

Professor indígena é encontrado ferido e morre em hospital do Litoral Norte de SC

Marcondes Nambla foi achado na madrugada do dia 1º de janeiro com ferimentos graves na cabeça

Professor indígena é encontrado ferido e morre em hospital do Litoral Norte de SC Reprodução/Facebook
Marcondes trabalhava na escola indígena José Boiteux laklano, orientador da língua, lutava para fortalecer a língua xokleng Foto: Reprodução / Facebook

O professor Xokleng Marcondes Nambla morreu após ser encontrado com um grave ferimento na cabeça no meio de uma rua, no Centro de Penha, no Litoral Norte. Na madrugada do dia 1º de janeiro, ele foi achado desacordado na Rua Eugênio Krause. O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta das 5h30min. A vítima estava inconsciente e com um machucado profundo na cabeça e sangramento nos ouvidos. Conforme o relato de testemunhas aos bombeiros, Marcondes teria sido agredido. 

Ele foi levado com suspeita de traumatismo craniano ao Pronto Atendimento da cidade, e em seguida, foi encaminhado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, onde foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ele não resistiu e morreu no início da noite de terça-feira (02). 

De acordo com informações da amiga e parceira de trabalho da vítima, Janaina Hubner, o colega teria ido trabalhar com um grupo no Litoral Norte, para vender picolé. Marcondes havia saído sozinho para caminhar e ver a festa de Réveillon, mas não retornou. No dia seguinte, os companheiros descobriram que ele estava no hospital.

— Não sabemos quem o encontrou, se já estava desacordado, espancado. Essa é a informação que eles têm. Desconfiam de assalto, mas achamos que foi excesso de violência — conta.

O corpo de Marcondes foi levado para a aldeia Barragem, em José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, e o enterro está previsto para ocorrer no fim da manhã desta quarta-feira (03). 

Marcondes era professor na escola indígena José Boiteux laklano. Era orientador e lutava para fortalecer a língua Xokleng. De acordo com colegas, ele atuava como juiz na aldeia. Fazia trabalho voluntário e era formado no curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A Polícia Civil de Balneário Piçarras, que atende a região durante o recesso em Penha, não foi comunicada oficialmente sobre o caso. O boletim de ocorrência teria sido registrado na terça-feira, por parentes de Marcondes, na Central de Polícia de Itajaí.

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