Polícia ouve pessoas que teriam sido feridas por engano durante ação do Bope em Piçarras  - Segurança - A Notícia

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Segurança17/11/2017 | 13h34Atualizada em 17/11/2017 | 13h36

Polícia ouve pessoas que teriam sido feridas por engano durante ação do Bope em Piçarras 

Em depoimento, vítimas e familiares alegaram que o grupo atingido estava comprando bebidas quando escutaram o tiroteio

Polícia ouve pessoas que teriam sido feridas por engano durante ação do Bope em Piçarras  Gabriela Florêncio/A Notícia
Assaltantes teriam entrado pela lateral da agência bancária Foto: Gabriela Florêncio / A Notícia

A Polícia Civil de Balneário Piçarras começou a ouvir as testemunhas da operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar durante assalto a uma agência do Banco do Brasil na última quinta-feira, 16. O delegado Wilson Masson, responsável pelo inquérito, escutou, na manhã desta sexta-feira, as pessoas que teriam sido baleadas por engano durante a ação e também os familiares dessas vítimas. 

Durante o depoimento, as testemunhas relataram que quatro pessoas estavam em um Siena no momento da troca de tiros— três delas foram atingidas pelos disparos. Um homem de 43 anos, atingido na nuca, recebeu os primeiros atendimentos no Pronto Atendimento da cidade e, em seguida, foi transferido para o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.  Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade em estado grave. 

Das outras duas pessoas atingidas, uma foi baleada nas costas e a outra atingida por estilhaços. De acordo com uma das vítimas em entrevista à NSCTV, o grupo estava comprando bebidas em uma loja de conveniência, por volta das 2h30, localizada perto da agência bancária onde ocorreu o tiroteio. 

Ao ouvirem os disparos, eles entraram no carro para sair do local. Neste momento, os policiais do Bope avistaram os homens. Ainda conforme o relato, os PMs começaram a atirar na direção dos ocupantes — o primeiro tiro atingiu a nunca de uma das vítimas. O grupo continuou a trajetória, tentando se  desvencilhar do tiroteio, o receio era de morrerem durante a ação. A testemunha também informou que os PMS confundiram o Siena com outro veículo que estava em fuga. 

Segundo o delegado Masson, a Polícia Civil irá instaurar dois inquéritos, um documento irá apurar as circunstâncias dos homicídios e o outro investigar a quadrilha de assaltantes. Neste último também será analisada a conduta dos policiais militares envolvidos na operação, já que os familiares alegaram que as vítimas atingidas não tinham ligação com a ocorrência. 

Ainda no decorrer do depoimento, as pessoas ouvidas relataram ao delegado o Bope que Bope atirou nos assaltantes. Entretanto, essa versão ainda será apurado pela Polícia Civil. O comandante do Bope, tenente-coronel André Luis Binder, diz que ainda não pode confirmar se houve outros baleados pela PM na mesma ocorrência ou que alguém tenha sido atingido por engano.

Conforme o comandante, as trocas de tiros ocorreram em três situações: duas, em que dois suspeitos acabaram mortos, e outra em que ocupantes de um Siena atiraram contra as viaturas. O comandante, no entanto, não confirma nem descarta que alguém tenha sido atingido no veículo.

A operação 

Policiais do Bope monitoravam uma quadrilha de assaltantes especializada em roubo a bancos. Por volta da 3 horas desta quinta-feira, os suspeitos chegaram ao local, uma agência do Banco do Brasil na avenida Nereu Ramos, em vários carros na tentativa de assaltar a agência. Os bandidos tentaram entrar pela lateral do prédio, mas foram surpreendidos pela polícia. Houve confronto e dois suspeitos morreram. 

Um homem foi preso em flagrante e outro detido mais tarde. A PM recolheu três armas e outros objetos utilizados para a prática dos crimes. Durante o dia, familiares de um terceiro baleado alegaram que ele foi vítima de perseguição e tiro por engano.

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