Mulheres conseguem passar com drogas por escâner no presídio de Joinville  - Segurança - A Notícia

Versão mobile

Sistema prisional20/10/2017 | 14h13Atualizada em 20/10/2017 | 15h04

Mulheres conseguem passar com drogas por escâner no presídio de Joinville 

Denúncia anônima levou policiais às quatro mulheres 

Mulheres conseguem passar com drogas por escâner no presídio de Joinville  Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
A Notícia
A Notícia

Uma denúncia anônima feita à Divisão de Investigação Criminal de Joinville (DIC) levou os policiais a quatro mulheres suspeitas de entrarem com drogas no Presídio Regional. Segundo o delegado, em entrevista para a NSC TV, a pessoa que fez a denúncia deu muitos detalhes do caso e garantiu que elas tentariam entrar no presídio com drogas. As policiais acompanharam as mulheres no momento da revista  no escâner que deveria identificar a droga, mas isso não aconteceu.

Após cinco meses de atraso, escâneres corporais começam a operar em Joinville  
Confira mais notícias de Joinville e região.

Segundo o delegado Fábio Istuqui, que acompanhou a revista, o equipamento não foi eficiente e não mostrou que duas das mulheres estavam com droga no corpo. A droga estaria com uma mulher de 46 anos e outra de 25, que, inclusive, está grávida.

Como o escâner não identificou a droga, as quatro suspeitas foram encaminhadas ao Instituto-geral de Perícias (IGP) para um exame mais detalhado.  O exame constatou que duas delas estavam com drogas  dentro do corpo.

Foram encontrados  156 gramas de maconha nas partes íntimas de duas mulheres. Elas foram presas e autuadas em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. 

O delegado garante que essa situação envolvendo o escâner do Presídio Regional não foi isolada.

— A pessoa que denunciou falou que, na semana passada, essas quatro mulheres tinham entrado com aparelhos celulares no presídio e o aparelho não identificou.

Dos 12 aparelhos instalados em SC, dois deles estão em Joinville, um no Presídio Regional e outro na Penitenciária Industrial.  Após cinco meses de atraso, eles começaram a operar em setembro

Para o delegado, por causa dessas ocorrências, os equipamentos não são tão confiáveis como deveriam.

— Constatamos que ele não foi eficiente. Não se sabe qual é a técnica do aparelho, e pelos relatos de ontem (quinta-feira), percebemos que eles também não sabem operar muito bem o equipamento. Causa surpresa para nós e um temor porque se um celular passa, pode passar outra coisa mais grave —, diz.

De acordo com a direção do presídio, o problema existiu, mais foi pontual. Ela garante que vai entrar em contato com a empresa que instalou o equipamento para realizar os ajustes e que os agentes estão preparados para trabalhar com o aparelho.





A Notícia
Busca