"É uma questão nacional, que tem ação do crime organizado", afirma Colombo sobre ataques a agentes - Segurança - A Notícia

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Segurança31/08/2017 | 11h08Atualizada em 31/08/2017 | 11h08

"É uma questão nacional, que tem ação do crime organizado", afirma Colombo sobre ataques a agentes

O governador não quis, entretanto, revelar os motivos específicos das ações dos criminosos nos últimos dias do mês de agosto

"É uma questão nacional, que tem ação do crime organizado", afirma Colombo sobre ataques a agentes Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Sem entrar em detalhes, o governador Raimundo Colombo (PSD) admitiu na manhã desta quinta-feira o envolvimento do crime organizado nos recentes ataques a agentes da segurança pública de Santa Catarina. Antes de participar da abertura do Congresso Catarinense de Saneamento, em Florianópolis, ele falou sobre as ações do Estado para reagir aos atentados.

Leia abaixo a entrevista completa:

Como o senhor avalia esse momento da segurança, com quatro mortes de agentes em agosto?
É uma questão nacional, que tem ação do crime organizado, estamos enfrentando com muito rigor. Tivemos uma noite pesada, de ações fortes da polícia. Ela está toda concentrada e vamos reagir à altura para que toda a população tenha a absoluta segurança. A polícia está trabalhando com sua força máxima, com todas informações para enfrentar essa situação que nos desafia nesse momento. Há também uma presença nesse momento do crime organizado de São Paulo aqui, já temos isso identificado e estamos reagindo. O que nós temos que continuar fazendo é aumentando os efetivos, aumentando as tecnologias e dando todas as condições operacionais para que a gente faça o Estado prevalecer sobre essa situação. Isso eu garanto para vocês que vai acontecer.

Se sabe qual o motivo dos ataques?
Nós temos informações, mas peço desculpas porque é uma informação sigilosa da polícia.

Os ataques ocorrem há 10 dias, mas as informações da agência de inteligência de que haveria atentados foram divulgadas apenas ontem à noite. Por que essa demora? O senhor está acompanhando esse trabalho da agência?
Estamos trabalhando há vários dias e essas questões das informações são sigilosas da polícia. Estamos com toda equipe de inteligência acompanhando. Nosso pessoal está com as informações sob controle e agindo em função delas.

Vai ter reação urgente, como uma força-tarefa? O que o senhor espera da Secretaria de Segurança Pública?
Ela já está agindo, concentrada. Essa noite foi bem dura, de muitas ações e em vários pontos do Estado. Estamos agindo à altura com as informações que estamos tendo e vamos continuar agindo dessa forma.

São ataques de facções e vemos pessoas de bem que ficam reféns nessa situação em comunidade do Estado. Qual recado do Estado para essas pessoas que convivem com o medo na porta de casa?
O Estado está qualificando mais de mil policiais, faremos reforço forte. Mas esse processo está ocorrendo em todos os Estados do Brasil, então cabe a nós reagir. E também a questão da Justiça, com rigor, para que as pessoas que sejam encontradas sejam punidas à altura da lei.

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