Saiba quais bairros registraram maior número de homicídios em Joinville em 2017 - Segurança - A Notícia

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Violência04/07/2017 | 07h30Atualizada em 04/07/2017 | 13h51

Saiba quais bairros registraram maior número de homicídios em Joinville em 2017

Número de mortes violentas no primeiro semestre cresceu 45,4% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram 55 mortes

Saiba quais bairros registraram maior número de homicídios em Joinville em 2017 Salmo Duarte/Agencia RBS
Assalto a uma panificadora, na zona Leste, em abril, terminou com a morte de um homem Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Joinville registrou 127 homicídios em todo o ano passado e bateu recorde no número de crimes violentos pelo terceiro ano consecutivo. A expectativa era de que a violência tivesse redução em 2017, principalmente por causa do esforço das polícias Civil e Militar para conter os índices crescentes. Mas o primeiro semestre de 2017 não se mostrou nada animador: houve crescimento de 45,4% nos assassinatos em relação ao mesmo período do ano anterior, saltando de 55 para 80 mortes violentas em seis meses. Os dados são de levantamento realizado por ¿AN¿ e pela RBS TV.

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Em um comparativo com 2016, os números se mostram ainda mais alarmantes. Isso porque o 80º homicídio deste ano aconteceu no último dia 30 de junho, quase dois meses e meio antes do que a quantidade foi alcançada em 2016. Se a frequência de crimes violentos continuar no mesmo ritmo, a segunda metade do ano poderá encerrar-se com um recorde ainda maior do que os já atingidos pela cidade.De janeiro até junho, 28 dos 43 bairros tiveram pelo menos uma morte violenta registrada. O Jardim Paraíso (oito) lidera o ranking, seguido por Aventureiro (sete), Jardim Iririú (seis) e Paranaguamirim (seis). 

A zona Sul é a região com maior volume: 31 assassinatos. Já a zona Leste teve 23 mortes e a Norte, 18. A região central aparece com duas mortes violentas, tendo sido uma no Centro e outra no Bucarein.De acordo com o levantamento, os homens são maioria entre as vítimas. 

Foram 74 mortos do sexo masculino e seis do sexo feminino. Em relação à idade, as vítimas mais jovens foram quatro adolescentes de 15 anos. Por outro lado, a mais idosa foi uma mulher de 87 anos, morta por causa de uma embolia arterial causada por agressões sofridas em um assalto dentro da própria casa em abril. A faixa etária com maior número de mortos é entre 26 e 35 anos, com 27 casos, representando 34,1% de toda a estatística.

PM destaca reincidência

O comandante da 5ª Região da Polícia Militar, coronel Amarildo de Assis Alves, afirma que o número de homicídios está fora do normal, mas o que mais preocupa são os crimes como os latrocínios (roubo seguido de morte). Segundo ele, os demais envolvem pessoas com passagens, usuários e traficantes.

– Isso realmente foge ao nosso controle porque é acerto entre eles. Se ficasse nessa esfera, a gente ficaria até mais tranquilo, mas quando começa a envolver pessoas de bem, aí é um pouco mais complicado.

Alves ainda reforça que o País convive com a impunidade por causa de leis muito brandas e que não conseguem manter os criminosos presos. Segundo ele, 80% das prisões envolvem reincidentes.O coronel ressalta que a PM tem atuado na repressão e na prevenção, por meio de ações como blitze, Proerd, rede de vizinhos e participação ativa nos conselhos de segurança (Conseg).

Polícia Civil investe na investigação

A Segundo a delegada regional Tânia Harada, o aumento reflete um contexto geral, em que houve o crescimento dos índices em todo o País. Ela ressalta que houve esforço recente para realizar um incremento de 25% no número de policiais da Delegacia de Homicídios, além de viaturas e novas armas. Hoje, são 22 servidores trabalhando na unidade responsável pela investigação dos assassinatos na cidade.

Tânia busca alternativas para tentar conter a criminalidade, como o remanejamento de um delegado da região para atuar contra o tráfico na Divisão de Investigação Criminal (DIC); o incremento do efetivo da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso para atuar no Centro de Atendimento Socioeducativo definitivo (Case) e no provisório (Casep) junto aos adolescentes infratores que, segundo ela, muitas vezes estão vinculados a alguma facção; e a intensificação da fiscalização de locais vinculados à criminalidade. 

 
 

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