Jovem suspeita de ser curadora do jogo Baleia Azul é presa em Joinville  - Segurança - A Notícia

Versão mobile

Segurança18/07/2017 | 19h13Atualizada em 18/07/2017 | 21h23

Jovem suspeita de ser curadora do jogo Baleia Azul é presa em Joinville 

Prisão é temporária e tem validade por 30 dias. Investigação aguarda laudos periciais de aparelhos apreendidos na casa da mulher de 18 anos  

A jovem de 18 anos, suspeita de ser uma das curadoras do jogo Baleia Azul, foi presa nesta terça-feira no bairro Anita Garibaldi, em Joinville. O jogo é uma espécie de desafio com tarefas a serem cumpridas durante 50 dias, em que a última delas é atentar contra a própria vida.

Investigação cumpriu mandados em cidades catarinenses como Chapecó (foto) Foto: Divulgação / Polícia Civil


Desafio e série alertam para a prevenção de suicídios em SC

prisão é temporária e tem validade por 30 dias. Ela ocorreu na mesma residência onde a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira. Foram apreendidos dois notebooks e uma CPU, que passarão por perícia.

A prisão foi motivada pelo depoimento da jovem e pela investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), do Rio de Janeiro.

— Eles vão usar o prazo de 30 dias para a investigação e ver se conseguem mais elementos para comprovar o envolvimento dela — afirmou o delegado Rodrigo Aquino Gomes, responsável pela investigação em Joinville.

Governo de SC orienta escolas a adotarem ações de prevenção ao desafio Baleia Azul 

Ouvida pelo delegado, a jovem disse em seu depoimento que se passava por uma das curadoras do jogo para ajudar as crianças e adolescentes. A justificativa seria de que ela passou por depressão e gostaria de ajudar as vítimas do jogo.

Se for comprovada a participação da jovem no jogo Baleia Azul, ela poderá responder por crime hediondo. Isso porque a prisão temporária de 30 dias é prevista apenas para quem comete esse tipo de crime, como homicídio ou tentativa de homicídio. Para outros crimes, o prazo previsto é de cinco dias.

A operação policial realizada em Joinville faz parte de uma ação deflagrada em oito estados brasileiros em investigação liderada pela DRCI. O objetivo é identificar possíveis "curadores" do desafio, que são os responsáveis por repassarem desafios macabros via redes sociais a crianças e adolescentes. Entre as ações propostas pelos criminosos estão missões que envolvem isolamento social, automutilação e suicídio.

Operação nacional

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nos estados do Amazonas, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Um homem foi preso no Rio de Janeiro.

Conforme o delegado Aquino, em Santa Catarina, além do mandado cumprido em Joinville, houve diligência policial nas cidades de Araquari (1), Florianópolis (1), São José (1) e Chapecó (3).

Em Araquari, o delegado Fábio Estuqui, cumpriu mandado de busca e apreensão em um endereço que está no nome da mãe da mesma jovem investigada. Segundo ele, o local está abandonado e nada foi apreendido.

Em quatro anos, doze crianças e jovens de 10 a 19 anos cometeram suicídio em Joinville

 
 

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaPRF apreende 30 mil maços de cigarros contrabandeados na BR-282, no Meio-Oeste de SC https://t.co/2GjvBXeb1z #LeianoANhá 56 minutosRetweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaConheça Matheus Song, o joinvilense eleito Mister Brasil 2017 https://t.co/XQaDCtibNX #LeianoANhá 2 horas Retweet
A Notícia
Busca
clicRBS
Nova busca - outros