Inquérito aponta que PM teria matado inocente e forjado provas em Camboriú - Segurança - A Notícia

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Violência policial12/07/2017 | 13h02Atualizada em 12/07/2017 | 13h04

Inquérito aponta que PM teria matado inocente e forjado provas em Camboriú

Pedreiro de 47 anos foi morto na varanda da própria casa em janeiro deste ano. Na época, a corporação alegou que ele estava armado e em fuga após ter assaltado uma casa

Um inquérito da Polícia Civil de Camboriú concluiu que a Polícia Militar da cidade teria forjado provas e matado uma pessoa inocente sugerindo confronto com um assaltante em janeiro deste ano.

De acordo com o documento, o pedreiro Valdir Alves da Rosa, de 47 anos, morreu baleado por policiais militares na varanda da própria casa na madrugada de 25 de janeiro desse ano. Na época, a PM argumentou que ele estava em fuga, após ter assaltado uma casa e que teria sido baleado durante confronto com os soldados, junto com outros suspeitos.

A família contestava a versão dos policiais militares e alega que Valdir estava dormindo na varanda porque tinha chegado bêbado em casa e que ele era alcoólatra. Além disso, ele não tinha antecedentes criminais. Agora, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o caso e confirmou que ele teria sido confundido com um assaltante.

A delegada responsável pela investigação, Mardjoli Adorian Valcareggi não quis conceder entrevista. A equipe da RBS TV teve acesso ao inquérito concluído por ela no dia 6 de julho. No texto, a delegada diz que é duvidosa a forma com que o revólver foi "perfeitamente encontrado na mão direita de Valdir", existindo fortes indícios de que tenha sido colocado lá.

Um laudo anexado em outro inquérito, feito pela própria Polícia Militar, mostra que Valdir estava com quase 14 decigramas de álcool por litro de sangue — com 0,6 a pessoa já está visivelmente embriagada.

PM se recusou a entregar armas

Durante o inquérito, a Polícia Civil solicitou à PM que entregasse as armas usadas pelos na ação. O objetivo era fazer uma perícia pra identificar qual dos policiais atirou em Valdir para indiciá-lo também por homicídio. Mas a corporação se negou a entregar. Agora, esse pedido foi enviado pra Justiça.

O comando da PM diz que não entregou as armas porque segundo a Constituição, só a Polícia Militar pode investigar crimes militares, e ainda afirma que Valdir estava armado.

O advogado da família de Valdir, Samuel Barscher, diz que vai pedir indenização na justiça. A esposa, Claudia Camargo dos Santos, ainda guarda os cartões com declarações de amor feitas pelo marido para mostrar o carinho que ele tinha pela família.

 
 

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