Secretário de Segurança contesta número de mortes violentas na Capital e fala em "força-tarefa" - Segurança - A Notícia

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Segurança29/06/2017 | 12h19Atualizada em 29/06/2017 | 12h20

Secretário de Segurança contesta número de mortes violentas na Capital e fala em "força-tarefa"

César Grubba diz que trabalha apenas com 87 assassinatos por homicídio, mesmo que assessoria da pasta trate de 101 mortes violentas em 2017

Secretário de Segurança contesta número de mortes violentas na Capital e fala em "força-tarefa" Betina Humeres/Agencia RBS
Secretário de Segurança do Estado, César Grubba Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP), César Grubba, falou nesta quinta-feira de manhã pela primeira vez sobre o número de mortes violentas em Florianópolis, que atingiu o recorde negativo de 101 casos. Antes de comentar a estatística, ele questionou os dados, mesmo que tenham sido repassados pela própria assessoria de imprensa da pasta.

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Grubba quis tratar apenas do número de homicídios, que é de 87. O secretário deixa de fora da conta de mortes violentas os latrocínios, que são roubos seguidos de morte (dois), lesões corporais seguidas de morte (quatro casos) e os assassinatos em confrontos da polícia com suspeitos (oito).

— Latrocínio não é assassinato, é crime patrimonial — classificou o secretário para justificar a não inclusão desses dados no seu levantamento de mortes violentas na Capital.

Antes de participar da formatura de 10 novos policiais civis e da aula inaugural de 234 alunos que iniciam a formação na Polícia Civil na Academia de Polícia (Acadepol) no Norte da Ilha, em Florianópolis, Grubba conversou com a reportagem do DC. O secretário chegou a dizer que pretende fazer uma força-tarefa para reduzir os crimes até o final do ano, mas não deu detalhes sobre a ação. Veja abaixo os principais trechos da conversa:

"Vai ter ação efetiva, terá força-tarefa para combate à criminalidade"

Como a secretaria tem tratado esse assunto no momento em que chegamos a 101 mortes violentas em Florianópolis?
A gente tem tratado com muita preocupação. Na verdade, o índice é mais elevado em algumas regiões de Santa Catarina, enquanto, em outras, decresceu. Tem mais de 100 municípios sem homicídio e mais de 100 com apenas um. E entre 13 maiores municípios do Estado temos apenas dois — Florianópolis e Joinville — com taxa acima de 10 para cada 100 mil habitantes. Os outros mais populosos de Santa Catarina estão com taxa abaixo de 10 (por 100 mil habitantes). Estamos preocupados, principalmente, com a Capital, onde (o número) saiu da curva. O crime de homicídio está muito alto, e a polícia está dando resposta, fazendo prisões. Houve confronto na Vila União, onde foi morto um bandido que havia sido preso em maio e foi solto pela Justiça, e agora no confronto foi a óbito. Os ataques desta quarta-feira em Florianópolis foram retaliação da facção.

Já há uma estratégia das polícias para que os números não continuem crescendo?
A Polícia Civil está trabalhando com inteligência, a Secretaria de Segurança Pública está trabalhando com os números, tentando evitar (o crescimento). Quando se descobriu que poderia haver ataques às unidades policiais, a polícia foi para a rua. Nos mobilizamos, só que, infelizmente, não sabemos o momento em que isso ocorre. Mas a polícia conseguiu evitar outros crimes que seriam registrados, embora tenham ocorrido os nove ataques.

Qual é o motivo desse crescimento no número de mortes?
A guerra de facções criminosas, o tráfico e a ocupação de espaço para a venda de drogas.

Os números vão continuar aumentando? O senhor tem uma meta de trabalho?
Houve momento em que tivemos um pico, e, agora, na verdade, por mais que o homicídio ocorra, é em menor escala. Com relação aos números do início do ano, houve redução nos homicídios na Capital, nos últimos meses.

A população de Florianópolis pode esperar alguma reação até o final do ano?
Vai ter ação efetiva. Terá força-tarefa para combate à criminalidade e polícia na rua.

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