Moradores da Vila União protestam após noite tensa com tiroteio e morte no norte da llha - Segurança - A Notícia

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Segurança27/06/2017 | 11h43Atualizada em 27/06/2017 | 19h20

Moradores da Vila União protestam após noite tensa com tiroteio e morte no norte da llha

Um suspeito foi morto em troca de tiros com a PM na noite de segunda-feira, na Vargem do Bom Jesus, em Florianópolis

Moradores da Vila União protestam após noite tensa com tiroteio e morte no norte da llha Naim Campos / RBS TV/RBS TV
Moradores usaram faixas e camisetas com a foto de suspeito morto durante protesto nesta terça-feira de manhã Foto: Naim Campos / RBS TV / RBS TV
Diário Catarinense
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O ônibus queimado na principal via de acesso à Vila União, comunidade do bairro Vargem do Bom Jesus, em Florianópolis, é o sinal de que a noite de segunda-feira foi tensa na região Norte da Ilha. O intenso tiroteio, seguido por manifestações de moradores, ainda está marcado na memória da população local, que na manhã desta terça-feira protestou e viveu nova confusão.

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Por volta de 10h, 50 pessoas da comunidade fecharam trecho da Rua Anarolina Silveira Santos. Parte do grupo usava uma camiseta com a foto de Deyvid dos Santos Maranhão, 21 anos, morto pela Polícia Militar (PM) em confronto na noite de segunda. Os manifestantes levaram para o protesto cápsulas de munições que teriam sido disparadas no tiroteio entre suspeitos e policiais.

Diante da exaltação de alguns moradores, a PM chegou a usar gás de pimenta para dispersar o grupo. Depois disso os ânimos se acalmaram novamente. A PM montou uma barreira na entrada da Vila União, onde pretende ficar por tempo indeterminado. A principal reclamação da população é sobre a forma com que os policiais agem no local, acusam a corporação de ser truculenta nas abordagens.

Ônibus queimado segue na Vila União Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS

A confusão da última noite começou, segundo a polícia, após um assalto a comércio na Cachoeira do Bom Jesus. Os suspeitos teriam fugido para a Vila União, onde uma viatura do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) fazia ronda. Houve troca de tiros e Deyvid, conhecido como Paulista, morreu no local. Ele é apontado pela PM como um dos presos em 19 de abril com um arsenal de armas que estava escondido na mesma comunidade.

A morte do rapaz teria causado revolta nos moradores da região, que iniciaram um protesto na noite de segunda contra a ação da polícia na ocorrência e em fato anteriores. Houve disparos de balas de borracha para dispersar os manifestantes. Durante a confusão, um ônibus do Consórcio Fênix foi incendiado.

— Houve um protesto logo em seguida à ocorrência em que o cidadão foi morto, quando populares cercaram as guarnições fechando o portão do kartódromo. As viaturas ficaram presas, com fogo na entrada recebendo tiros de foguetes e bombas que foram lançadas contras as viaturas. Isso gerou uma operação de controle. Chegaram a atear um fogo de ônibus, e para a situação não sair mais do controle, foi necessária uma intervenção para restabelecimento da ordem. Foi feito dentro da técnica, tanto que ninguém saiu ferido nesse segundo momento — explicou o comandante do 21º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Sinval dos Santos Filho, em entrevista à RBS TV.

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