Diogo Vargas: O embate polícia x bandidos  - Segurança - A Notícia

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Opinião28/06/2017 | 16h18Atualizada em 28/06/2017 | 19h42

Diogo Vargas: O embate polícia x bandidos 

 Hoje, há preocupação que a guerra instalada entre policiais militares x bandidos alcance patamares de violência a exemplo do Rio de Janeiro.

O embate cada vez mais frequente com trocas de tiros entre policiais militares e bandidos em Florianópolis se apresenta como extremamente grave e preocupante. Já são oito mortes em confrontos este ano. Não houve nenhuma baixa de policiais.

Na madrugada desta quarta-feira, em resposta à morte por PMs de Deyvid dos Santos Maranhão, na crítica Vila União, criminosos saíram às ruas e protagonizaram horas de violência. Foram ataques a tiros contra bases policiais, delegacia e prédios públicos. Até casas de servidores da segurança foram alvejadas.

Nos bastidores da segurança pública, crescem os movimentos internos de contestação a essa realidade de enfrentamento. Hoje, há preocupação que a guerra instalada entre policiais militares x bandidos alcance patamares de violência a exemplo do Rio de Janeiro. Ou seja, a repressão armada tende a ter um efeito ainda maior nos índices de violência e letalidade.

A Polícia Militar precisa ser valorizada e incentivada em meio à onda de violência com 101 assassinatos este ano na Capital. O Proerd (programa de resistências às drogas) e o Vizinho Solidário são exemplos estaduais, mas não podem ser únicos. Só que há notícias na Capital de uma possível perda nos últimos anos da linha comunitária dos policiais em bairros, além de fechamentos de postos.

Claro que o crime organizado cresceu, está mais armado, violento e destemido nas comunidades. Vila União, Siri, Papaquara, Monte Cristo e Chico Mendes são alguns exemplos de territórios abandonados pelo poder público e com mandos de traficantes e facções. Investir em polícia preventiva, defendem especialistas, pode ser a virada do caminho perigoso que se percorre e cujo preço a sociedade toda pagará. Nesta linha, também há de se investir em investigação e inteligência, o que a Polícia Civil também está perdendo em delegacias de bairros. As apurações são dependentes das delegacias especializadas, apenas os crimes de repercussão são aprofundados e a antecipação aos delitos se torna rara.

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