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Duplo homicídio01/06/2017 | 13h17Atualizada em 01/06/2017 | 16h59

Advogado aguarda contato para apresentar dois rapazes envolvidos em morte de delegados federais

Homens conhecidos apenas como Patrick e Tiago continuam sumidos

Advogado aguarda contato para apresentar dois rapazes envolvidos em morte de delegados federais Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A Polícia Civil continua em busca de dois homens apontados pela investigação como envolvidos na morte de delegados federais na madrugada de quarta-feira no bairro Estreito, em Florianópolis. Eles eram funcionários do vendedor de cachorro-quente Nilton Cesar Souza Junior, 36 anos, principal suspeito de matar os policiais durante um confusão na casa de prostituição conhecida como Porta Azul.

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Os rapazes sumidos são conhecidos apenas como Patrick e Tiago. Ambos trabalhavam no comércio de cachorro-quente de Nilton, também no Estreito. Segundo o delegado diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, Verdi Furlanetto, Patrick não estava envolvido na troca de tiros porque durante o confronto, que ocorreu no corredor de acesso à casa, ele ficou do lado de fora.

Já Tiago, afirma Furlanetto, teria participado no confronto, além de ter atirado contra um taxista em frente ao Hospital Florianópolis, onde o delegado Adriano Antonio Soares foi levado ferido. O outro policial, Elias Escobar, morreu no local. O advogado de Nilton, Marcos Paulo Silva Santos, diz que aguarda o contato de Tiago e Patrick para apresentá-los à Polícia Civil. Até agora ele não conseguiu nem sequer falar com familiares dos dois rapazes.

Nilton continua internado em estado estável na UTI do Hospital Florianópolis. Ele está sob custódia da Polícia Civil porque foi preso em flagrante pelo crime de duplo homicídio. 

Crime ocorreu após briga dentro da casa de prostituição

Segundo a PM, a briga começou dentro da casa e os tiroteios ocorreram no corredor do terreno que dá acesso ao clube. No entanto, a confusão terminou apenas no hospital. Um dos funcionários de Nilton, mesmo ferido, ainda teria dado um tiro contra o táxi onde estava o delegado que morreu instantes depois. Este disparo, no entanto, não atingiu o policial. 

De acordo com o boletim de ocorrência feito por um segurança da casa, o local também era utilizado para prostituição. O imóvel de dois pavimentos abriga ao menos cinco quartos no andar de cima. Neste manhã, nenhum funcionário foi encontrado para falar.

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