Familiares de policiais organizam protesto em Balneário Camboriú - Segurança - A Notícia

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Impasse28/05/2017 | 16h53Atualizada em 28/05/2017 | 16h53

Familiares de policiais organizam protesto em Balneário Camboriú

Crise entre polícias civil e militar acirrou no fim de semana

Familiares de policiais organizam protesto em Balneário Camboriú Luiz Carlos Souza/Especial
Foto: Luiz Carlos Souza / Especial

Familiares de policiais militares organizaram um protesto no domingo contra a prisão de seis agentes do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) de Balneário Camboriú, que teriam torturado um suspeito e atrapalhado uma investigação da Polícia Civil. Uma passeata e uma carreata seguiram da Rua México, próximo à sede do 12º Batalhão, onde os policiais estão presos, até a Praça Almirante Tamandaré, no Centro.

Prisão de PMs reacende crise entre polícias

Os participantes, entre eles entidades que representam os policiais militares, reclamaram de ¿espetacularização¿ das prisões, que ocorreram na última quinta-feira. Entre as queixas, o fato de os PMs terem sido algemados e conduzidos à delegacia em camburão.

O comando apressou-se a informar que a manifestação foi convocada pela comunidade, e não pela instituição. Apesar disso, os ânimos ficaram ainda mais acirrados no fim de semana, quando as duas polícias protagonizaram uma batalha de versões nas redes sociais. O resultado foi o acirramento da crise já instalada entre as duas corporações.  

Batalha de versões

As duas corporações fizeram uma batalha de versões nas redes sociais no fim de semana. Em defesa dos policiais militares, a de Associação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (Acors) informou que vai contestar a forma como a operação foi conduzida na Justiça. 

A entidade emitiu uma nota em que afirma ter estranhado o fato de as suspeitas sobre a conduta dos policiais militares não terem sido levadas à Corregedoria, antes da prisão. 

Em resposta, a Delegacia Regional de Balneário Camboriú publicou um texto em que afirma que as prisões foram decretadas pela Justiça com base legal, classifica as pressões institucionais como ¿inférteis¿ e diz que ¿passeatas ou ofensas nas redes sociais não terão o condão de revogar a prisão dos policiais". 

O caso tem sido acompanhado de perto pelo Comando Geral e pela Delegacia Geral, em Florianópolis. Dado o histórico de embates entre as instituições na região, a preocupação é grande _ especialmente para que o clima de animosidade não reflita em outras regiões no Estado.

Segurança paralela

O impasse entre Polícia Civil e Polícia Militar deve impactar a Secretaria Municipal de Segurança Pública em Balneário Camboriú. O motivo foi o uso da Guarda Municipal na operação da Polícia Civil que deteve os agentes do PPT _ o que é considerado ilegal pela Acors. ¿Trata-se de uma flagrante ilegalidade o repasse de atribuição legal a quem é incompetente para exercer o Poder de Polícia sobre pessoas ou mesmo de polícia judiciária¿.

A entidade denuncia o que chama de ¿estrutura paralela de segurança pública¿ em Balneário Camboriú.

 


 
 

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