Acusados de integrarem facção são julgados na Penitenciária de Joinville - Segurança - A Notícia

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Segurança31/05/2017 | 18h08Atualizada em 31/05/2017 | 18h47

Acusados de integrarem facção são julgados na Penitenciária de Joinville

Presos serão interrogados pelo juiz Emerson Carlos Cittolin dos Santos, que comanda audiência de instrução e julgamento no interior da unidade

Acusados de integrarem facção são julgados na Penitenciária de Joinville Divulgação/Tribunal de Justiça de Santa Catarina
Foto: Divulgação / Tribunal de Justiça de Santa Catarina
Alex Sander Magdyel
Alex Sander Magdyel

alex.cardoso@an.com.br

Nesta quinta-feira, 40 presos da Penitenciária Industrial de Joinville e mais cinco acusados que respondem em liberdade serão interrogados pelo juiz Emerson Carlos Cittolin dos Santos no interior da unidade. O juiz, que responde pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Joinville, iniciou a audiência de instrução e julgamento nesta quarta-feira, quando ouviu as testemunhas de acusação.

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), o processo envolve 50 réus, todos acusados de serem líderes ou integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) - facção criminosa da região Sudeste com ramificação pelo sistema prisional do País.

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A decisão de realizar a audiência nas dependências da Penitenciária foi tomada por questões de segurança após conversações com as instituições policiais, informou o Tribunal de Justiça. Um esquema de segurança especial foi montado para garantir a tranquilidade dos trabalhos. O TJ-SC não informou a quantidade de agentes envolvidos na operação, mas garantiu que o primeiro dia de audiência ocorreu de forma tranquila.

As testemunhas de acusação, na maioria policiais civis e militares, fizeram seus depoimentos nesta quarta-feira. A audiência iniciou às 9h30, teve um pausa para o almoço e encerrou às 15 horas. Eram 21 testemunhas, mas algumas foram dispensadas pelo Ministério Público.

Além dos 40 presos e cinco que respondem em liberdade, o processo envolve mais cinco foragidos. Os 50 acusados respondem por crimes como organização criminosa, associação para o tráfico, uso e porte de arma de fogo, comando de organização criminosa e corrupção de menores. A defesa abriu mão das 10 testemunhas presenciais e optou por 11 testemunhas através cartas precatórias.

O interrogatório dos réus deve iniciar às 8h30 desta quinta-feira, também nas dependências Penitenciária Industrial de Joinville. Os trabalhos se encerram com a oitiva dos réus. O processo reúne 13 mil páginas. A denúncia formulada pelo Ministério Público possui 35 laudas.

A audiência faz parte do processo que teve inquérito aberto em 2016, quando a Polícia começou a cumprir 63 mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça contra o PCC em Santa Catarina. À época, 45 já estavam presos.

A investigação, iniciada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) em 21 de agosto de 2015, foi deflagrada em virtude da rápida expansão da facção em Santa Catarina, além da crescente rivalidade com outro grupo criminoso que atua neste Estado, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). O processo foi desmembrados e os outros 13 acusados respondem paralelamente em outras cidades catarinenses. 

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