Região continental de Florianópolis terá central de investigação - Segurança - A Notícia

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Inteligência24/04/2017 | 18h06Atualizada em 24/04/2017 | 18h06

Região continental de Florianópolis terá central de investigação

Seis agentes da Polícia Civil serão designados para atuar na apuração de crimes e facções na região, que vem sofrendo com assassinatos e tiroteios

Região continental de Florianópolis terá central de investigação Leo Munhoz/Agencia RBS
Área das comunidades às margens da Via Expressão é conhecida por policiais como Faixa de Gaza Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Após série de homicídios, tiroteios e até casos de balas perdidas nos últimos meses, a Polícia Civil de Florianópolis criou uma Central de Investigação para investigar crimes complexos na região continental. A promessa é que os trabalhos comecem ainda esta semana.

A equipe terá um delegado, quatro agentes e um escrivão e será alocada na 3ª Delegacia de Polícia, em Capoeiras. A chefia espera integração com as duas DPs da área (a 3ª e a 4ª de Coqueiros) e as delegacias especializadas da Capital como Homicídios, Combate às Drogas, Repressão a Roubos e a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, delegado Verdi Furlanetto, afirma que o principal foco de atribuição serão as investigações da região que demandam maior complexidade e o combate às organizações criminosas

— Atualmente, a região continental e o norte da Ilha são as que demandam uma atenção especial no momento — avalia Furlanetto. 

O norte da Ilha, apontado como outra área crítica na criminalidade, recebeu uma central de investigação em 2015.

A Diretoria da Grande Florianópolis informou que trará um delegado para atuar na 3ª DP em Capoeiras e que o titular da Central de Investigação do Continente será o delegado João Adolpho Fleury Castilho, que estava em Joinville e comandou investigações pela Deic na área continental.

A região mais crítica do continente é o bairro Monte Cristo, nas margens da Via Expressa, nas comunidades Chico Mendes e Novo Horizonte. Em fevereiro, o DC mostrou que o local é conhecido como "faixa de gaza" por policiais em razão das seguidas trocas de tiros.

O bairro foi palco de dezenas de mortes nos últimos anos, a maioria por conflitos entre facções que disputam o território para o tráfico de drogas. Outra área com constante violência é o Morro da Caixa, na Avenida Ivo Silveira.

Florianópolis já teve este ano 76 mortes violentas, um recorde negativo. A polícia afirma que a maioria das mortes está ligada à guerra entre facções.

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