"Não é seguro mais nem morar perto da delegacia", diz morador do Saco dos Limões - Segurança - A Notícia

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Noite de ataques em Florianópolis26/04/2017 | 11h17Atualizada em 26/04/2017 | 15h32

"Não é seguro mais nem morar perto da delegacia", diz morador do Saco dos Limões

Capital catarinense teve pelo menos 10 atentados desde a noite de terça

"Não é seguro mais nem morar perto da delegacia", diz morador do Saco dos Limões Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Depois dos ataques aos prédios das forças de seguranças de Florianópolis, a cidade amanheceu assustada nesta quarta-feira. Nos bairros em que as ocorrências foram registradas, comunidade e policiais ainda tentavam entender o que motivou os tiros disparados nas unidades. Um morador do bairro Saco dos Limões há 25 anos, que preferiu não se identificar, lembra da sensação de medo durante a noite:

— Foi difícil dormir. Não é seguro mais nem morar perto da delegacia.

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Segundo ele, poucos minutos antes dos disparos atingirem a 2ª DP, por volta das 21h20min, o clima era o de sempre no local, com poucas pessoas caminhando pelas ruas e algumas luzes da unidade da polícia civil acesas. Na DP, apenas um policial estava de plantão. De acordo com a delegada responsável, Ester Coelho, o agente estava na parte da frente do prédio e por sorte não foi atingido.

— Vou ter que aumentar a película da frente. Os tiros [cerca de 10] atingiram a frente e a lateral — contou.

2º DP foi atingida por pelo menos 10 disparos durante a noite de ontem Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Delegada sugere operação conjunta para conter crimes

Com 32 anos de experiência em delegacias, Ester já presenciou ao menos dois atentados à DP. Segundo ela, caso uma operação conjunta não seja montada para inibir a atuação das facções na cidade, as ocorrências de violência irão continuar.

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Ninguém fala no Monte Cristo

Nesta manhã, na região do Monte Cristo, no Continente, o silêncio dos moradores, uma maior presença da polícia e o pouco movimento nas ruas explicavam a sensação de insegura na região. No local em que houve confronto entre facções rivais e entre a polícia durante a noite de terça-feira, ninguém fala.

Informalmente, os policiais contaram que nesta manhã a PM ocupou de forma mais ostensiva a comunidade. Oficialmente, a operação da manhã é a mesma que acontece todos os dias. Ao menos cinco viaturas e cerca de 15 soldados da PM foram vistos circulando na região nesta manhã.

Mesmo na rua geral, poucos comércios abriram nesta manhã. Alguns estabelecimentos, que segundo a polícia normalmente ficam abertos, amanheceram fechados. Naqueles em que havia movimento, pequenas rodas de conversa se formavam. O assunto, claro, era o tiroteio de terça-feira. 

Durante a noite houve um intenso confronto entre a PM e suspeitos. Na troca de tiros, uma pessoa foi atingida e levada para o Hospital Florianópolis. A viatura do 22º Batalhão chegou a ser deslocada para o local, mas teve que recuar até a chegada do reforço, incluindo equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). 


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