Bloqueios são registrados na BR-280, em São Francisco do Sul - Segurança - A Notícia

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Greve geral28/04/2017 | 19h28Atualizada em 28/04/2017 | 20h02

Bloqueios são registrados na BR-280, em São Francisco do Sul

Barreiras foram feitas pelos manifestantes, que atearam fogo em pneus e protestaram com cartazes e gritos, em coro, contra o governo federal.

Bloqueios são registrados na BR-280, em São Francisco do Sul Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

A mobilização nacional contra as reformas trabalhista e previdenciária provocou bloqueios em vários pontos da BR-280, no Norte Catarinense. Entre a manhã e à tarde desta sexta-feira, foram registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) pelo menos seis trechos bloqueados. Barreiras foram feitas pelos manifestantes, que atearam fogo em pneus e protestaram com cartazes e gritos, em coro, contra o governo federal.

Um grupo formado por representantes de sete categorias de trabalhadores de São Francisco do Sul fechou três pontos da BR-280 ao longo do dia. No km 10 da rodovia, os manifestantes protestaram impedindo a passagem de veículos com uma barreira de pneus. Eles atearam fogo sobre o material, o que provocou uma grande nuvem de fumaça. Após uma negociação com a PRF, por volta das 11h, o trecho foi desbloqueado e a pista, limpa. Também foram fechadas as vias de acesso ao Porto de São Francisco do Sul, nos kms zero e 15, próximo ao Canal do Linguado.

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Em Araquari, um protesto organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Araquari (Sintranspar) reuniu, segundo a organização, cerca de 400 pessoas. Munidos de cartazes com dizeres como "Nenhum direito a menos" e "O povo unido jamais será vencido", o grupo fechou, de forma intermitente, a rodovia em frente ao Instituto Federal Catarinense (IFC), no km 25. Conforme Kátia Regina Cardoso da Silva, presidente do Sintranspar, o movimento é pacífico e tem o objetivo de chamar a atenção para uma possível perda de direitos dos trabalhadores caso as propostas do governo sejam aprovadas.

– Tivemos adesão de representantes da Educação, Saúde, e diversas categorias. Nunca os servidores de Araquari pararam dessa forma. É um dia histórico para lutar pela manutenção dos nossos direitos – comenta.

A mobilização ocorreu das 8h às 16h. A PRF informou também que houve bloqueios em Araquari e Rio Negrinho. No período da tarde, um grupo indígena que vive às margens da BR-280 interrompeu o fluxo de veículos na altura do km 38, em Araquari. Segundo o cacique Ronaldo Costa, a manifestação durou duas horas e o tráfego permaneceu bloqueado durante o tempo todo nos dois sentidos da rodovia. Um dos motivos dados para o bloqueio é a luta pela demarcação de terras na região. Cerca de cem pessoas participaram do ato.

A maior concentração de manifestantes nas margens da BR-280 ocorreu km zero, em frete ao Porto de São Francisco do Sul. No local estavam presentes representantes de sete categorias, entre eles a Intersindical, que representa os sindicatos dos estivadores, arrumadores e conferentes da unidade portuária, além de cooperativas de carga e outros servidores.

Cerca de 700 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) deixaram de trabalhar nesta sexta-feira para participarem dos atos. Os trabalhadores paralisaram o serviço por aproximadamente 12 horas. Um churrasco com mais de 250 kg de carne foi preparado para alimentar os manifestantes durante o ato. 

Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

A administração do Porto de São Francisco do Sul confirmou a paralisação dos TPAs, mas disse que ela foi pontual e que não representou prejuízos para a unidade. As funções administrativas do porto foram mantidas.Paulo de Almeida, advogado dos sindicatos dos Estivadores e Arrumadores de Carga, afirmou que espera que a paralisação tenha efeitos com relação as reformas propostas pelo governo.

– Se esse recado de hoje não surtir o efeito necessário, pretendemos acompanhar as centrais sindicais do País através de uma greve por tempo indeterminado - aponta.Para os sindicatos grevistas, a aprovação das reformas pode representar a redução de direitos dos trabalhadores e o fim da aposentadoria. Maurício Menelli, presidente do Sindicato dos Arrumadores, explica que os sindicatos decidiram participar da mobilização nacional para defender conquistas históricas dos trabalhadores.

- Em vez de mexerem nos direitos dos cidadãos, eles deveriam cobrar das grandes empresas que devem milhões para o INSS. Com a aprovação da Lei da Terceirização e das reformas que o governo quer aprovar, esses cidadãos poderão ter seus direitos perdidos - acredita Menelli. O protesto na entrada de São Francisco do Sul começou por volta das 10 horas e continuou à tarde, quando uma passeata percorreu as ruas centrais do município. 

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