Audiências da Operação Regalia começam em Blumenau - Segurança - A Notícia

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Sistema prisional17/04/2017 | 18h25Atualizada em 17/04/2017 | 21h04

Audiências da Operação Regalia começam em Blumenau

Previsão é de que cerca de 180 pessoas sejam ouvidas nas próximas três semanas sobre denúncias de favorecimento de detentos no Presídio Regional de Blumenau

As audiências de instrução e julgamento dos 60 denunciados no caso da Operação Regalia, que investigou supostos favorecimentos a detentos envolvendo advogados e agentes prisionais do Presídio Regional de Blumenau entre 2014 e 2015, começaram ao meio-dia desta segunda-feira. Segundo informações da assessoria da 7ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa têm agendamentos previstos até o dia 5 de maio. Somente não haverá oitivas nos feriados e nesta quarta-feira, dia 19. A previsão é de que no total sejam ouvidas cerca de 180 pessoas.

As audiências ocorrem no Fórum de Blumenau. Segundo a assessoria da 7ª PJ, parte dos réus acompanha os depoimentos no local e outros que estão detidos no Complexo da Canhanduba, em Itajaí, participam por meio de videoconferência. Os depoimentos são comandados pela juíza Jussara Schittler dos Santos Wandscheer, da 3ª Vara Criminal. Ao final das audiências, previsto para 5 de maio, a juíza deve solicitar as alegações finais à promotoria e às defesas para então encaminhar as sentenças.

Entenda o caso
A primeira fase da Operação Regalia foi deflagrada em março de 2015, quando 13 agentes prisionais, incluindo o então diretor da unidade, Elenilton Fernandes, foram detidos por suspeita de permissão para entrada de celulares, drogas, armas na unidade e até mesmo facilitação de fugas com uso de equipamentos de corte e transferências de detentos entre celas. Em 5 de dezembro do ano passado, a segunda fase da operação resultou em 29 pessoas detidas também por supostos envolvimentos com benefícios ilegais aos apenados. Além de agentes, também foram detidos advogados e empresários que estariam envolvidos com os casos, que teriam continuado a ocorrer mesmo depois da primeira fase da operação.

Uma das acusações mais emblemáticas diz respeito à fuga de janeiro de 2015, quando 26 detentos fugiram do local e agentes prisionais teriam intermediado a venda das fugas. Presos teriam chegado a pagar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por uma "vaga" no túnel cavado com o apoio logístico dos servidores. A denúncia também menciona acusações de agentes que levariam presos dentro de viaturas do presídio para casas de prostituição e restaurantes mediante pagamentos e interferências de advogados.

 
 

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