Primeira parte de julgamento de empresário termina com depoimento de perito judicial - Segurança - A Notícia

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Justiça07/03/2017 | 13h29Atualizada em 07/03/2017 | 15h46

Primeira parte de julgamento de empresário termina com depoimento de perito judicial

Júri popular deve terminar no começo da noite desta terça-feira

Primeira parte de julgamento de empresário termina com depoimento de perito judicial Cristiano Estrela/Agencia RBS
Julgamento começou às 9h desta terça-feira Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

O júri popular do empresário Aroldo Carvalho Lima Cruz, acusado de matar dois jovens em um acidente de trânsito em 15 de setembro de 2002, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, teve um intervalo no fim da manhã para almoço. Até 12h40min, falaram as testemunhas de acusação e mais cinco de defesa. A última delas foi um perito judicial contratado pelos defensores.

Em seu depoimento, ele contestou as informações da perícia oficial sob a justificativa de que não é possível atestar a velocidade exata que o empresário estava momentos antes de bater seu BMW no Audi conduzido por Rafael de Lucca Geraldo, onde também estava Vitor Hugo Marins Filho. Ambos morreram na colisão. A fala do perito foi questionada pelo promotor Andrey Cunha Amorim e por um dos jurados.

Antes dele, prestaram depoimentos dois funcionários do Café Cancun, casa noturna de que Aroldo era sócio-proprietário na época do acidente. Os dois rapazes que morreram estavam na estabelecimento momentos antes da colisão, assim como o acusado, que havia participado do expediente naquela noite.

Outra testemunha de defesa foi um médico que atendeu Aroldo logo após o acidente. Ele negou que o empresário estivesse embriagado, como afirma a denúncia do Ministério Público. Além do médico, também prestaram depoimento para a defesa um sócio de Aroldo e um homem que foi ao Café Cancun na noite do acidente.

No começo da tarde desta terça-feira o julgamento recomeça com o depoimento de mais testemunhas de defesa. Depois, o empresário vai responder às perguntas do MP, da defesa e dos jurados. Para concluir o júri, começa a sustentação oral de duas horas para cada uma das partes.

O julgamento deve se estender até o começo da noite desta terça-feira. Se condenado, Aroldo pode pegar de seis a 20 anos de prisão por cada um dos homicídios dolosos. Ele também responde pela lesão corporal de Marco Dutra Conceição. O fotógrafo estava no Golf atingido pelo empresário depois do impacto no Audi.

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