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Feminicídio01/03/2017 | 21h36Atualizada em 01/03/2017 | 21h36

Inquérito sobre o assassinato de três irmãs em Cunha Porã tem dez dias para ficar pronto

Pais das vítimas devem ser ouvidos nesta quinta-feira; marido de uma delas, também esfaqueado, só poderá dar depoimento quando melhorar de saúde

Inquérito sobre o assassinato de três irmãs em Cunha Porã tem dez dias para ficar pronto Montagem / Acervos pessoais/Acervos pessoais
Foto: Montagem / Acervos pessoais / Acervos pessoais
darci debona

O inquérito sobre o assassinato das três irmãs da família Horbach, Julyane, Rafaela e Fabiane, na noite de segunda-feira na linha Sabiazinho, em Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina, será concluído em dez dias a partir da sua instauração, na madrugada de terça-feira.

O delegado responsável pelo caso, Joel Specht, que atua em Cunha Porã e Maravilha, reiterou que vai indiciar o ex-namorado de Rafaela, Jackson Lahr, como autor de triplo feminicídio.

Specht não tem dúvidas sobre a autoria do crime e já colheu o depoimento do suspeito na madrugada de terça-feira, após ele ter sido preso no Hospital de São Carlos, três horas depois da matança.

– Nossa atuação é agora reunir as provas para embasar a autoria – disse.

Um dos depoimentos mais importantes é o de Gilvane Meyer, marido de Julyane Horbach, que levou várias facadas pelo corpo mas sobreviveu e está internado no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste.

A Polícia Civil iria tentar tomar o depoimento ainda nesta quarta-feira, mas não houve autorização do hospital. O paciente passou por cirurgia de um dos pulmões, que chegou a ser perfurado por golpes de faca, e somente poderá falar após melhora do quadro clínico.

Pais das vítimas devem ser ouvidos nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira, o delegado pretende ouvir os pais das vítimas, para tentar entender os motivos do crime. Rafaela namorou Jackson Lahr durante alguns meses, engravidou dele mas não chegou a morar junto. Na gravidez ela foi morar na casa da irmã Julyane e do cunhado Gilvane. Todas as vítimas estavam nesta casa quando aconteceu o ataque. Só o bebê de dois meses, filho de Rafaela com Jackson, não foi ferido.

O rompimento do relacionamento entre os dois, a briga judicial por pensão e a não permissão do pai ver o bebê foram apontados como possíveis motivos para a ação do agressor. Ele inclusive já havia ameaçado a família Horbach, o que levou ao registo de um boletim de ocorrência e a instauração de medidas protetivas. Os familiares do suspeito, que morava no interior de Cunhataí, também serão ouvidos.

O delegado informou ainda que até sexta-feira devem ser concluídos o laudo pericial do local do crime e os laudos cadavéricos. A arma do crime não foi localizada ainda.

A reportagem do DC não conseguiu contato com a advogada de Jackson e, na Defensoria Pública, que acompanhou o depoimento, não atenderam as ligações no fim da tarde.

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