"Há uma preocupação constante", diz diretor da Polícia Civil sobre assassinatos em Florianópolis - Segurança - A Notícia

Versão mobile

Entrevista03/03/2017 | 16h51Atualizada em 03/03/2017 | 19h18

"Há uma preocupação constante", diz diretor da Polícia Civil sobre assassinatos em Florianópolis

Até 3 de março, Capital catarinense teve 39 assassinatos

"Há uma preocupação constante", diz diretor da Polícia Civil sobre assassinatos em Florianópolis Polícia Civil/SC / Divulgação/Divulgação
Diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, Verdi Frulanetto Foto: Polícia Civil/SC / Divulgação / Divulgação

A morte de Vilmar de Souza Junior, 29 anos, o Juninho, no Mercado Público de Florianópolis, na manhã desta sexta-feira, expôs o cenário preocupante da criminalidade na Capital catarinense (leia mas sobre o caso aqui). Com esse crime, são 38 assassinatos na cidade até 3 de março deste ano, contra 13 nos dois primeiros meses de 2016.

O diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, delegado Verdi Furlanetto, admitiu preocupação com o assassinato de Juninho em um dos pontos mais movimentados do Estado em plena luz do dia. Por isso, garantiu que a Polícia Civil dará respostá rápida ao caso.

Em entrevista ao DC, ele falou sobre o quadro de investigadores na Delegacia de Homicídios e a redução dos números de resolução de assassinatos na Capital.

Leia abaixo a entrevista completa com Verdi Furlanetto:

Um crime como esse no Mercado Público assusta a população e exige uma resposta rápida das polícias. O que a Civil está fazendo para resolvê-lo?
Isso está sendo feito. Desde aquele momento, o delegado Ênio (responsável pela delegacia de Homicídios da Capital) não parou. Ele fez uma incursão para tentar encontrar os autores, mas ainda não conseguiu e continua nas diligências. Quase pegaram. Na verdade, como as diligências ainda não cessaram, se configura em situação de flagrante. Esse tipo de crime salta aos olhos, então a busca é para prendê-lo em flagrante.

Nos últimos meses, a resolução dos inquéritos de homicídios vem caindo em Florianópolis. O que a Polícia Civil fará para aumentar esse índice?
A resolução dos inquéritos voltou a subir com o incremento da força-tarefa que colocamos no Norte da Ilha. Estamos equipando a delegacia com pessoas e viaturas. E isso está sendo feito porque há uma preocupação. A delegacia de homicídios é a delegacia com maior preocupação da Polícia Civil porque os delitos contra a vida são os que a gente dá a maior atenção. É a delegacia que a gente sempre dá uma prioridade.

O delegado Ênio Oliveira disse que o índice caiu de 80% para 45%. A prioridade é aumentar esse número?
Na verdade, o ideal é sempre subir. O objetivo é agregar a maior quantidade de material humano e tecnológico para elevar esse número. Só que, na maioria dos casos, as testemunhas não querem falar por medo. Porque alguns dos casos são entre grupos criminosos rivais. O cidadão de bem não vai querer apontar essa ou aquela pessoa. Nesse caso do Mercado Público, foi num local em que há imagens, grupo de repórteres filmando. Ali fica mais fácil, existe uma estrutura de imagens A Polícia Civil aumentou recentemente a equipe da delegacia de homicídios.

Mas por que houve redução no quadro da delegacia de homicídios nos último anos? A informação é de que o efetivo era maior que atualmente.
Os policiais começaram a se aposentar e houve a redução. Mas estamos aumentando novamente. No fim do ano passado, encaminhamos policiais para lá. Houve também incremento de viaturas. Há uma preocupação constante de deixar uma equipe forte na delegacia de homicídios. Temos agora dois delegados, um escrivão e 12 agentes numa equipe de 15 policiais.

Mas esse número antes era maior, certo? Não tem como aumentar?
Quando a delegacia foi criada, tínhamos em torno de 20. Pretendemos, sim, aumentar ainda mais esse número.

Leia mais sobre a violência em Florianópolis:
Homem é morto a tiros em frente ao Mercado Público, no Centro da Capital
Delegado atribui aumento nos homicídios à dificuldade em investigar quadrilhas
Balas perdidas atingem dois inocentes em noite com três mortes e via fechada
Violência deixa quatro mortos em Florianópolis desde sexta-feira

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaLoetz: Grupo de restaurantes de Joinville fatura R$ 41 milhões https://t.co/VJGquUHL6Z #LeianoANhá 4 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaLoetz: Colombo veta projeto que combatia roubo de cargas  https://t.co/g6s3MzCfYD #LeianoANhá 10 horas Retweet
A Notícia
Busca