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Segurança03/11/2016 | 07h32Atualizada em 03/11/2016 | 07h32

Confira qual o perfil dos 100 homicídios registrados neste ano em Joinville

Levantamento de "AN" mostra idade e sexo das vítimas, além dos bairros onde morreram

Confira qual o perfil dos 100 homicídios registrados neste ano em Joinville Salmo Duarte/Agencia RBS
Policiais recolhem corpo encontrado em áreas pouco povoadas Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

A morte de uma jovem de 25 anos na manhã da última quarta-feira, em Joinville, registrou o 100º homicídio na cidade neste ano, de acordo com levantamento realizado pelo Jornal “A Notícia”. Isso significa que a cada três dias, uma pessoa é assassinada na maior cidade do Estado.

O corpo de Lauriene Aparecida Ferraz foi encontrado à beira da estrada Caminho Curto, no bairro Rio Bonito, na zona Norte. A vítima estava com lesões no rosto e havia manchas de sangue próximas à cabeça e o braço esquerdo.

Segundo o delegado Dirceu Silveira Júnior, da Delegacia de Homicídios de Joinville, a princípio, a mulher foi morta por disparos de arma de fogo, mas ainda é necessário aguardar o laudo médico para a confirmação. A Polícia Militar informou que a vítima estava em liberdade provisória e tinha passagens por furto, receptação e ameaça.

Com o caso de Lauriene, Joinville alcançou a marca do centésimo assassinato mais cedo do que no ano passado, quando foram registradas 126 mortes violentas durante todo o ano, um recorde histórico. Em 2015, neste mesmo dia, havia 97 homicídios registrados. A morte de número 100 ocorreu em 7 de novembro, quando a cidade alcançou pela primeira vez a marca negativa.

Os números deste ano mostram que as vítimas do sexo masculino são maioria, com 84 registros. Até agora, 16 casos tiveram vítimas do sexo feminino. Em relação à idade, as vítimas mais frequentes têm até 45 anos. A faixa etária dos 19 aos 25 é a que apresenta maior número de mortes este ano – 27 assassinatos.

Um dado que chama a atenção é o do número de vítimas com até 18 anos. Nos dez primeiros meses deste ano, foram contabilizadas 15 mortes de adolescentes. Um menino de 13 anos, morto com pelo menos cinco tiros em outubro, foi o mais jovem.

Entre eles, também estão crimes chocantes, como a morte por tortura de uma menina de 14 anos em agosto, e a de um garoto de 16 anos, decapitado em fevereiro. A polícia considera que os dois casos tenham participações de facções criminosas.

O levantamento de “AN” também mostra que a zona Sul de Joinville é a que acumula quase metade dos homicídios, com 48 ocorrências. A região tem mais do que o dobro de assassinatos da região Norte, a segunda colocada no ranking, com 23. Em seguida, aparecem as zonas Leste (20), Oeste (seis) e Central (três).

Se os dados forem divididos por bairros, Jardim Paraíso e Paranaguamirim aparecem à frente, com 11 mortes violentas cada. Em 2015, eles também terminaram o ano com o maior número de assassinatos – 19 cada. Na contagem deste ano, Ulysses Guimarães (nove), Jardim Iririú (oito) e Fátima (sete) também aparecem entre os ponteiros da lista.

(clique na imagem para ampliá-la)



Três crimes chocaram a cidade

Entre os cem homicídios registrados, alguns chocaram a comunidade joinvilense. O primeiro aconteceu em fevereiro, quando Israel Melo Júnior, 16 anos, foi decapitado. O adolescente foi atraído em uma emboscada após o sequestro de outras duas pessoas, torturado e, após a morte, teve a cabeça arrancada e colocada em uma mochila. A decapitação foi filmada e divulgada nas redes sociais. Após trabalho de investigação da Delegacia de Homicídios, sete pessoas foram presas, denunciadas pelo Ministério Público e vão responder por sete crimes.

Outro caso que mobilizou a cidade foi registrado no final de março em frente à boate Meet. Juliana Maria Cidral, 32 anos, foi morta após ser atingida por uma bala perdida do lado de fora da casa noturna. Outras quatro pessoas foram atingidas no tiroteio, mas sobreviveram. A Polícia Civil concluiu o inquérito do caso no mês passado e indiciou quatro pessoas por homicídio e tentativa de homicídio. Três homens estão presos preventivamente e o quarto indiciado foi morto em agosto.

Também em agosto, a morte de Pamela da Silva Gonçalves, 14, assustou a população. A adolescente foi torturada e encontrada morta com uma marca de tiro na cabeça, além das iniciais de uma facção criminosa gravadas no corpo. A Delegacia de Homicídios ainda não concluiu as investigações, mas apreendeu dois jovens, de 14 e 17 anos, que confessaram participação no crime.

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