'O que conforta é saber que ela não sofreu. A morte foi instantânea', diz irmã de mulher morta em acidente - Segurança - A Notícia

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Vítimas da contramão21/03/2014 | 12h20

'O que conforta é saber que ela não sofreu. A morte foi instantânea', diz irmã de mulher morta em acidente

Andréa Lucena Cardoso fala de acidente na contramão que matou e deixou traumas

'O que conforta é saber que ela não sofreu. A morte foi instantânea', diz irmã de mulher morta em acidente Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Andréa lembra do forte laço que tinha com a irmã Susana Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
Gabriela Rovai
O despertador tocou uma hora mais cedo na segunda-feira, 27 de junho de 2011. Mesmo adiantadas, Susana Lucena Reis, 51 anos, e a filha de 27 anos saíram para trabalhar na empresa da família, nos Ingleses, Norte de Florianópolis. Os netos de dois e sete anos estavam no banco de trás do Gol vermelho.

O clima era de alegria, característica de Susana, conhecida por seu jeito brincalhão, sempre de bem com a vida. Pouco depois das 6h30, eles estavam na rodovia SC-401. Faltavam alguns minutos para a família unida de oito irmãos, natural de Lages, sofrer sua perda mais dolorosa.

Neste meio-tempo, Dolivar Delfini Filho, 73 anos, pastor de igreja, acabara de deixar a netinha na creche e seguia para o Norte da Ilha dirigindo um Chevette. Enquanto isso, de acordo com a versão da família de Susana, Tony de Carlo Vieira, então com 34 anos, acordava dentro do carro, um Gol branco.

Ele teria dormido cerca de duas horas estacionado num ponto nas margens da rodovia SC-401 depois de voltar de uma festa. Ele teria dado uma carona para uma amiga que morava nos Ingleses, mas acabou parando no caminho antes de seguir para o Norte da Ilha.

Eram quase 7 horas, o tempo estava bom e a pista dupla da SC-401 estava seca. Em vez de seguir para o Norte, Tony acabou pegando o sentido bairro-Centro. Mesmo com os avisos de motoristas de ônibus e outros veículos que faziam sinal para ele, Tony percorreu cerca de dois quilômetros na contramão.

Quando passou pelo morro que leva ao bairro Cacupé, onde um deslizamento de terra interditou o acesso de carros, em 2008, Tony bateu de frente contra o Chevette do pastor. Exatamente no ponto cego, onde não se vê o outro lado da pista. O impacto foi tão forte que o Chevette foi arremessado e caiu sobre o Gol vermelho, afundando o lado do carona. Susana estava sentada ali.

— O que conforta é saber que ela não sofreu. A morte foi instantânea. Ela ficou bem machucada, quebrou o pescoço, mas não sentiu dor. O pastor acabou falecendo no caminho para o hospital — contou a irmã de Susana, a empresária Andréa Lucena Cardoso.

Tony e a amiga ficaram feridos e foram encaminhados ao hospital. Tony teria se recusado a fazer bafômetro no local.

— Os exames que ele fez no hospital depois mostraram que ele consumiu álcool. Isso está nos autos — afirmou Andréa.

Dor da perda

A filha de Susana ficou meses sem ir trabalhar, sem conseguir passar na SC-401. Precisou de ajuda profissional para tratar o trauma.

— Também tive que buscar ajuda para aceitar. Foi uma revolta na família. Susana ajudou a criar meus filhos. Trabalhamos juntas e por 15 anos ela foi meu braço direito — conta Andréa.

Susana era casada havia 30 anos. Deixou o marido, dois filhos, três netos, a mãe, dezenas de sobrinhos, amigos e sete irmãos.

Tony vai a júri popular pelo crime de homicídio doloso (quando há intenção de matar). Neste mesmo júri, Tony também responderá por lesão corporal (duas vítimas feridas). O júri ainda não tem data para ocorrer.

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