Conheça as propostas dos candidatos a governador para o Hospital São José de Joinville - Política - A Notícia

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Eleições 201828/09/2018 | 20h01Atualizada em 28/09/2018 | 20h01

Conheça as propostas dos candidatos a governador para o Hospital São José de Joinville

As prioridades contidas nesta série do jornal A Notícia foram definidas por entidades representativas da região

Conheça as propostas dos candidatos a governador para o Hospital São José de Joinville Marco Favero/Diário Catarinense
Foto: Marco Favero / Diário Catarinense
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Desde segunda-feira (24), "AN" publica as propostas dos candidatos ao governo do estado sobre cinco prioridades para Joinville, definidas após consulta a entidades representativas da região. 

O jornal convidou a Associação Empresarial de Joinville (Acij), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Joinville (Cdl), Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa (Ajorpeme), Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Joinville e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) para elencarem as principais demandas da cidade aos postulantes ao cargo de governador. 

Abaixo, você confere as propostas dos candidatos para o Hospital Municipal São José de Joinville. Durante a semana, foram publicadas matérias mostrando o pensamento dos candidatos sobre questões de segurança, a participação de Joinville no governo, licenciamentos ambientais, mobilidade e infraestrutura, a manutenção dos Bombeiros Voluntários e propostas para o Eixo Industrial e a SC-418.

* CANDIDATOS POR ORDEM ALFABÉTICA

PERGUNTA

Seu governo vai se comprometer com o Hospital Municipal São José, assumindo a folha de pagamento da autarquia, que atende toda a região Norte/Nordeste do Estado e não apenas Joinville? Quando será feito? Como será feito?

COMANDANTE MOISÉS (PSL)
Viabilizar o pleno atendimento, funcionamento e resolubilidade nos hospitais de referência, bem como garantir a funcionalidade na saúde pública são algumas propostas do meu plano de governo. Ciente de que a maior participação do governo do Estado no custeio do São José é uma pauta de pelo menos duas décadas, entendo que é chegado um momento de olhar com atenção, afinal, a proposta de estadualização é motivada pelo fato de o São José ter um perfil de atendimento regional. De antemão, já afirmo que irei fortalecer o Hospital São José, por meio de convênio para custeio das atividades, seja com manutenção, reforma, procedimento, material, entre outros. Importante mesmo é podermos oferecer saúde e bem-estar para o maior número possível de usuários do São José.

DÉCIO LIMA (PT)
O Hospital Municipal São José, nosso querido Zequinha, tem atuado como um verdadeiro hospital regional e atende a todo o Norte catarinense e, quase sempre superlotado e com filas enormes, precisa de uma atenção especial do Estado. No que compete à saúde, vamos criar o Sistema Único de Santa Catarina (SUSC) nos moldes do SUS. Não é possível que um Estado considerado desenvolvido tenha 500 mil catarinenses na fila de espera por um atendimento. 

É um descaso. Além do mais, o governo não tem cumprido a aplicação do valor mínimo constitucional em ações de saúde e tem negado atendimento ao cidadão, vide o pedido de medicamentos na Justiça. Quanto a assumir a folha de pagamentos, temos inclinação favorável. Será construído ao longo do nosso mandado e de forma clara e transparente com a prefeitura e a comunidade.

GELSON MERISIO (PSD)
Sim. Essa foi uma proposta criada por mim. E é importante deixar claro para os joinvilenses e para os trabalhadores do São José que não se trata de estadualização do hospital, mas de dar condições para que o hospital e a prefeitura possam fazer muito mais. Em meu governo, assumiremos a folha de pagamento, que hoje consome cerca de R$ 11 milhões por mês. O Zequinha é referência para mais de um milhão de pessoas. 

Não é justo que Joinville continue arcando sozinha com os custos da folha da unidade, que é municipal, mas atende pacientes que vêm de diversas outras regiões do Estado. O São José corresponde a 16,2% dos 41% que a Prefeitura investe em saúde. Com essa economia, vai ser possível para o município direcionar recursos para infraestrutura, estradas e creches.

INGRID ASSIS (PSTU)
Defendemos garantir o SUS 100% público, estatal e com qualidade. Saúde pública não pode ser mercadoria, e sim um direito universal. Desse modo, defendemos um Hospital Municipal São José 100% público, estatal, gratuito e com qualidade. Somos favoráveis a dar todo o suporte necessário para o funcionamento do hospital dentro dessa perspectiva. Não como vem sendo feito agora, com a extinção de cargos, precarização e privatização.

JESSÉ PEREIRA (PATRIOTAS)
O Estado não pode fazer vista grossa com os hospitais filantrópicos e municipais que vêm assumindo compromissos com a saúde de pessoas que muitas das vezes não são da região e nem das cidades onde eles estão instalados. Com isso, tornam-se sobrecarregados os hospitais existentes, como é o caso do Hospital São José, que atende não somente aos pacientes de Joinville, mas atende toda região. 

Iremos, sim, rever isto e dar prioridade para causas como estas, afinal, a Constituição ampara o direito à saúde para todos os cidadãos brasileiros, e isto independe de onde ele esteja ou onde ele mora. Se há uma necessidade, o Estado tem o dever de ampará-lo. Cortaremos todo gasto desnecessário que hoje existe e priorizaremos a saúde. Logo que assumirmos, já veremos a questão de repasse para estes hospitais.

LEONEL CAMASÃO (PSOL)
Independentemente de quem faz a administração do hospital São José, em Joinville, o SUS parte do princípio de que todo cidadão brasileiro pode e deve ser atendido em qualquer parte. Se não fosse assim, ao sair da minha cidade e ficar doente em outro lugar, eu não poderia ser atendido. O enviesamento da pergunta está equivocado. Mas vamos abrir esse debate, também, sobre a estadualização do Hospital São José. 

Eu entendo que os municípios não devem gerir hospitais no nosso Estado, porque são muito caros e estrangulam as administrações municipais, mas sabemos que há uma dificuldade financeira grande na pasta da Saúde, justamente pela irresponsabilidade das últimas gestões. Temos a disposição de fazer esse debate, acreditamos nesse modelo do hospital público gratuito e gerido pelo SUS, em nível estadual, mas acreditamos que essa transição não será fácil.

MAURO MARIANI (MDB)
O Hospital Municipal São José possui 1,4 mil funcionários e entrega 16,5 mil atendimentos por mês. A folha de pagamento mensal é de R$ 13,8 milhões. São servidores mais bem remunerados do que aqueles do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, por exemplo, onde há 998 servidores e a folha é de R$ 6,5 milhões. 

Para o Estado assumir a folha de pagamento, é preciso haver uma equiparação salarial dos servidores porque ela existe nos 13 hospitais públicos administrados pelo Estado. Outra possibilidade é o Estado contribuir mensalmente com parte do custeio do hospital, como o governador Eduardo Pinho Moreira vem fazendo. Mas eu defendo que é preciso ter mais eficiência na gestão hospitalar.

ROGÉRIO PORTANOVA (REDE)
No primeiro momento, vamos renovar o convênio entre o Estado e a prefeitura que garante o repasse de R$ 3 milhões mensais para o Hospital São Jose. Após a posse, vamos conversar com a Prefeitura de Joinville e analisar as demandas e rever valores. Entendemos que são fundamentais a continuidade desse convênio e a ampliação de recursos, já que os atendimentos de alta e média complexidade são de competência do Estado.

*Até o fechamento desta edição, a candidato Ângelo Castro (PCO) estava com a candidatura impugnada, impedido de fazer campanha pelo TRE. Ele está recorrendo com embargos declaratórios e aguarda julgamento. Mesmo assim, o “AN” encaminhou as questões para sua equipe de campanha, mas até o prazo combinado não recebeu as respostas.

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