Conheça as propostas dos candidatos a governador para a atuação dos Bombeiros Voluntários em Joinville - Política - A Notícia

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Eleições 201827/09/2018 | 08h00Atualizada em 27/09/2018 | 08h00

Conheça as propostas dos candidatos a governador para a atuação dos Bombeiros Voluntários em Joinville

As prioridades contidas nesta série do jornal A Notícia foram definidas por entidades representativas da região

Conheça as propostas dos candidatos a governador para a atuação dos Bombeiros Voluntários em Joinville Marco Favero/Diário Catarinense
Foto: Marco Favero / Diário Catarinense
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Desde segunda-feira (24), "AN" publica as propostas dos candidatos ao governo do estado sobre cinco prioridades para Joinville, definidas após consulta a entidades representativas da região. 

O jornal convidou a Associação Empresarial de Joinville (Acij), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Joinville (Cdl), Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa (Ajorpeme), Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Joinville e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) para elencarem as principais demandas da cidade aos postulantes ao cargo de governador. 

Abaixo, você confere o pensamento dos candidatos sobre a atuação dos Bombeiros Voluntários em Joinville. Na sexta-feira serão publicadas as respostas sobre as propostas para o Hospital Municipal São José. Já foram publicadas matérias mostrando o pensamento dos candidatos sobre questões de segurança, a participação de Joinville no governo, licenciamentos ambientais e propostas para o Eixo Industrial. 

* CANDIDATOS POR ORDEM ALFABÉTICA

Seu governo assumirá uma solução definitiva para a atuação dos bombeiros voluntários em Joinville, com inclusão de verba orçamentária para a Associação dos Bombeiros Voluntários de SC (Abvesc), e não permitindo a realização de dupla fiscalização pelos bombeiros militares? Como será feito?

COMANDANTE MOISÉS (PSL)
O Corpo de Bombeiros é uma das instituições mais antigas e de confiabilidade e sempre será muito bem prestigiada em meu governo, de forma a manter o bom relacionamento entre as duas corporações e as formas de financiamentos para que os Bombeiros Voluntários continuem fazendo o exemplar trabalho que eles fazem até hoje. Vou manter as subvenções que o governo já repassa às instituições, bem como implementar projeto que irá destinar, no mínimo, 90% de todos os recursos gerados na atividade de fiscalização, seja ela efetuada pelos Bombeiros Voluntários ou pelos Bombeiros Militares, além de garantir que, aonde haja Bombeiro Militar, seja inserida, no mínimo, 80% da atividade de fiscalização para fomentar as atividades dos Bombeiros Voluntários nas cidades onde eles existam. O Corpo de Bombeiros Voluntários é uma das instituições mais antigas e confiáveis e sempre será prestigiada em nosso governo.

DÉCIO LIMA (PT)
A entidade tem 125 anos de existência e, neste período, serviu de forma ininterrupta à comunidade de Joinville e região, passando por duas grandes guerras e movimentos militares. A corporação, a mais antiga de Bombeiros Voluntários da América Latina, mantida pelas contribuições da comunidade, de empresa e pelos convênios de cooperação com os governos municipal e estadual tem uma grande missão a cumprir e seremos parceiros. 

A duplicidade de trabalhos, esforços e atendimentos não se admite em nenhum setor, portanto iremos equacionar essa situação. O meu governo tratará a Segurança Pública de forma integrada no Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com as garantias e prerrogativas, incluindo, todos os protagonistas.

GELSON MERISIO (PSD)
Sim. Joinville terá atuação exclusiva dos Bombeiros Voluntários. Não faz sentido essa concorrência, precisamos dar um ponto final a essa situação descabida. Os Bombeiros Voluntários são um patrimônio da cidade, cumprem sua missão de forma excelente e precisam receber contrapartida financeira à altura para continuar atendendo à população. 

Na “Carta de Joinville”, esse foi um dos compromissos assumidos com a cidade por mim e pelo meu candidato a vice-governador, João Paulo Kleinübing. Os militares continuarão atuando nas cidades que não possuem o serviço.

INGRID ASSIS (PSTU)
Defendemos a desmilitarização da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares. Para as polícias estaduais, defendemos a unificação numa instituição civil de segurança pública, garantindo o direito à livre organização sindical dos policiais e eleições para os chefes de polícia. No Corpo de Bombeiros militares defendemos uma estrutura com os mesmos princípios. Defendemos também a formação de comitês populares de segurança, defesa civil, combate ao incêndio e socorro. Seriam organizados por bairros, locais de trabalho de grande concentração de pessoas e locais de grande circulação. Nesse sentido, nos opomos à concentração de recursos públicos nas mãos de uma entidade privada, como a Abvesc. Acreditamos que o caminho é fortalecer instituições desmilitarizadas na área, com funcionamento democrático e com ligação com as comunidades e grandes concentrações de pessoas. 

JESSÉ PEREIRA (PATRIOTAS)
É um assunto a ser estudado, pois não se pode excluir o desempenho importante dos Bombeiros Voluntários, mas também não podemos suprimir a assistência e encargos dos Bombeiros Militares. Por isso, penso eu que a melhor forma que encontramos para juntar o útil ao agradável seria uma parceria entre as duas instituições, onde cada qual cederia um pouco, afinal, com a harmonia entre as partes, obteríamos além de melhores resultados, um ganho geral de toda comunidade joinvilense.

 Com certeza faremos investimentos e distribuição de rendas para Abvesc, pois o trabalho que eles prestam ao povo é imensamente importantíssimo ao Estado e às comunidades.

LEONEL CAMASÃO (PSOL)
Essa questão é muito importante na história de Joinville, que tem um trabalho realizado há muitos anos. Nós reconhecemos esse trabalho, mas não temos uma opinião formada sobre esse assunto. Entendemos que o governo do Estado deve assumir as suas responsabilidades, afinal, o serviço de segurança pública, tanto na área da polícia, quanto na dos bombeiros, é um dever do Estado. 

Sabemos das condições diferenciadas que vivemos em algumas regiões de Santa Catarina. E temos o compromisso de abrir esse debate com a sociedade, mas não temos opinião formada sobre o assunto. 

MAURO MARIANI (MDB)
A Associação dos Bombeiros Voluntários no Estado de Santa Catarina (Abvesc) cumpre um papel fundamental em 31 municípios catarinenses. Em Joinville não é diferente. A corporação centenária está diretamente ligada à história da cidade, deve ser preservada e, principalmente, respeitada. Há alterações na legislação federal com mais poderes descritos aos Bombeiros Militares para o país todo.

No entanto, em Santa Catarina faremos uma integração do trabalho e dos recursos financeiros. A Abvesc pode ser fortalecida, de duas formas: uma é por meio de convênio com os Bombeiros Militares para divisão dos recursos das vistorias e a outra é a inclusão de verba orçamentária em projeto de lei. Penso que a primeira é menos onerosa ao Estado, integra ambas as corporações e trará mais resultado para a sociedade.

ROGÉRIO PORTANOVA (REDE)
Os efetivos de bombeiros militares devem ser deslocados para as cidades catarinenses sem qualquer efetivo de combate à incêndio, não faz sentido alocar uma corporação militar em cidades que já desempenham este papel de maneira tão exemplar, e com reduzido custo público! Precisamos garantir acesso a estes serviços a cidades desprovidas, e deixar cidades que adotaram muito bem o modelo voluntário, como Joinville, continuar oferecendo estes serviços à população. 

Seria uma ótima forma de apresentar assim um estado mais integrado à participação civil. Levando em conta a eficiência e a qualidade dos serviços prestados pelos Bombeiros Voluntários, a inclusão de recursos destinados a Abvesc na LOA é  um compromisso no mandato, pois a garantia de repasses de recursos a Abvesc tornara possível que a associação tenha uma gestão mais estável.

*Até o fechamento desta edição, a candidato Ângelo Castro (PCO) estava com a candidatura impugnada, impedido de fazer campanha pelo TRE. Ele está recorrendo com embargos declaratórios e aguarda julgamento. Mesmo assim, o “AN” encaminhou as questões para sua equipe de campanha, mas até o prazo combinado não recebeu as respostas.

Leia mais:
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