"Não se constrói uma nação tão dividida", diz Geraldo Alckmin - Política - A Notícia

Versão mobile

 

Exclusivo30/04/2018 | 04h00Atualizada em 30/04/2018 | 08h06

"Não se constrói uma nação tão dividida", diz Geraldo Alckmin

Em entrevista exclusiva ao colunista Jefferson Saavedra, o pré-candidato a presidência fala em recuperar o diálogo para viabilizar reformar no país

"Não se constrói uma nação tão dividida", diz Geraldo Alckmin Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Durante os 50 minutos da entrevista à NSC Comunicação, o tucano paulista Geraldo Alckmin fez jus à fama de detalhista.  Foi pontual na agenda. Não fugiu às perguntas mais espinhosas. E fez questão de ter como ponto de apoio um mapa de SC com anotações concentradas na infraestrutura – em especial as rodovias e portos, com detalhes sobre os produtos movimentados. As ferrovias, existentes e planejadas, também mereceram observações.

O mapa acabou se encaixando nos temas nos quais o ex-governador de São Paulo – que deixou o cargo em abril para ficar apto a disputar a eleição presidencial pela segunda vez – aparentou mais empolgação durante a conversa no escritório dele, na capital paulista, na terça-feira. Não que a abordagem das articulações políticas não esteja no radar do presidente nacional do PSDB. Mas é na esfera administrativa, nas medidas para a retomada do crescimento econômico, que ele prefere se pautar para tentar chegar ao Palácio do Planalto.  

Leia mais notícias sobre as eleições 2018

Aos 65 anos, o tucano tem uma longa carreira política, com mandatos cumpridos como vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal e governador – neste caso com quatro mandatos em São Paulo.  

Pré-candidato à Presidência da República, agora trabalha para responder a denúncias de caixa 2 em campanhas eleitorais anteriores e se consolidar como o nome do PSDB para disputar a sucessão de Michel Temer (PMDB). 

Confira a seguir os principais trechos da entrevista:

O que é ser candidato de centro? É esse seu caminho?
Eu sempre tive essa postura, não é de hoje. Fui prefeito de minha cidade no interior de São Paulo na década de 70. Aliás, quando prefeito, fui a Lages quando o chefe do Executivo era Dirceu Carneiro. A cidade ficou famosa pelo governo democrático, com participação popular e programas inovadores. Fui lá conhecer. Sempre procurei evitar os radicalismos. O governador Franco Montoro (PSDB) dizia que é fácil ser radical, mas para ter ponderação, é preciso ter coragem. Então, o Juscelino Kubitschek – quando foi candidato e depois presidente memorável – dizia no início da campanha: "Vou percorrer o Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste, e pregar nas praças públicas a união nacional". O Brasil está muito dividido, não se constrói uma nação tão dividida.

Mas como é possível fazer essa união?
Precisamos recuperar o diálogo. Os partidos políticos podem ser diferentes, mas algumas questões não são ideológicas, são necessárias ao país. O nosso tempo é o tempo da mudança e da velocidade da mudança. Eu pretendo restabelecer o diálogo. Quem assumir no dia 1o de janeiro tem uma tarefa difícil. Você tem um déficit primário enorme, o cumprimento da regra de ouro, carências de toda a ordem. É preciso legitimar as instituições, chamar o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, refundar o Estado no sentido da legitimidade. E fazer reformas. A primeira delas é a política, nosso modelo está totalmente exaurido. 

 SÂO PAULO,SC,BRASIL,24-04-2018.Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho.Geraldo Alckmin,pré candidato á presidente do Brasil.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Há uma hierarquia nas reformas?
E
u pretendo fazer quatro reformas estruturantes, além das microeconômicas. O primeiro ano do governo é fundamental para você implementar as reformas. Se perder o primeiro ano, perdeu o governo. O primeiro ano é o momento das reformas. Quem for eleito vai ter quase 60 milhões de votos, um capital político muito grande para construir uma maioria para votar. A reforma política é a mãe das reformas, com voto distrital ou voto distrital misto, cláusula de desempenho. Não temos 35 partidos, temos muitas pequenas e médias empresas com dinheiro do fundo partidário. E já teremos uma boa notícia de que na próxima eleição com a proibição de coligação proporcional. Na eleição municipal de 2020 não terá. Só com isso, você pode reduzir o número de partidos pela metade. A segunda é a reforma tributária, todas juntas.

Não juntará as resistências?
Não. São temas diferentes. A reforma política, se bem explicada, a sociedade vai apoiar. Nas últimas eleições, quase 20% dos eleitores não votaram. Há uma insatisfação generalizada com nosso modelo político. Na reforma tributária, não é tirar de um para outro.

A reforma tributária não é vista como pauta paulista?
Não. É uma pauta do Brasil. Com três impostos, ICMS, IPI e ISS, duas contribuições, Cofins e PIS, podem virar o IVA (imposto de valor agregado), que, aliás,  é a proposta do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), que é do Paraná. Mas ele queria ter votado essa proposta já ano passado. Por isso que tem que ser no começo da nova legislatura. Quem ganhou a eleição, ganhou a eleição. Temos que convencer a sociedade. Na política você tem que ficar 24 horas explicando e mostrando o caminho. Nós temos um dos piores sistemas tributários do mundo, com absurda complexidade. O Brasil é o paraíso dos advogados tributaristas. Precisamos simplificar, destravar, estimular a atividade econômica. Há um estudo do professor Bernard Appy (economista, ex-secretário de Política Econômica da Fazenda), de que a reforma tributária pode trazer, em dois anos, um ganho de 2% no PIB. É necessária. O modelo é complexo, caro e estimula a sonegação. Se conseguir simplificar, pode até reduzir a carga tributária. A terceira é a reforma previdenciária, que não é só no sentido fiscal, tem o sentido de justiça. Por que o trabalhador da agricultura, dos serviços, da indústria, tem aposentadoria até o teto de R$ 5,3 mil e a média dos pagamentos em 2016 foi de R$ 1.391? Então os 30 milhões de aposentados e pensionistas têm que viver em média com R$ 1.391, enquanto no setor público tem R$ 33 mil, R$ 43 mil. Eu já fiz em São Paulo, em 2011. Todo mundo de lá para cá só se aposenta pelo teto do INSS, acima disso é previdência complementar. É a dona Maria que ganha salário mínimo que está pagando os altos salários do serviço público por meio dos impostos indiretos.

O senhor defende a mesma reforma do governo Temer?
Eu defendo o regime único de previdência. A quarta reforma é a reforma do Estado. O Estado que foi criado, municipal, estadual e federal, não cabe no PIB do Brasil. As obras andam a passo de tartaruga, os investimentos baixíssimos e, por outro lado, tem o déficit primário. A conta não fecha sem pagar o serviço da dívida. A outra, que vou apresentar em reunião com a bancada, é para dobrar a renda do brasileiro em "x" anos.

O Estado tem essa capacidade?
Vamos ter metas. O que mais aumenta a produtividade? A educação básica. Então temos que aumentar "x" pontos no Pisa e no Ideb. Na questão fiscal, não se pode ter uma boa política econômica com déficit primário. Vou zerar o déficit primário em dois anos. Trazer capital estrangeiro, investimento. Hoje sobra dinheiro no mundo, temos que ter bons projetos e segurança jurídica, concessões, PPPs. Temos que manter os partidos a mil quilômetros de distância das agências reguladoras.

Esse diagnóstico sobre as reformas é antigo. Mas até hoje não saíram. Por que em 2019 vão sair?
Por que não foi feito? Porque o PT não acredita nessas reformas. Depois a Dilma, quando foi reeleita, perdeu o primeiro ano. Depois não faz mais. Reformas estruturantes são no primeiro ano do governo, tem que aproveitar o fato positivo do presidencialismo que é o voto, a legitimidade popular.

O senhor usaria nesta eleição novamente aquele jaleco de 2006, sobre as privatizações?
É preciso explicitar. O presidente Lula, com quem disputei o segundo turno em 2006, para iludir as pessoas, dizia: "Olha, meu adversário vai privatizar o Banco do Brasil". Mentira. Não ia privatizar, como não vou privatizar o Banco do Brasil, é mentira. Eu defendo privatizações, sou contra Estado empresário. O governo tem que fazer planejamento, ouvir o que Santa Catarina precisa. O Estado precisa ser planejador, regulador e fiscalizador. 

O eleitorado não está buscando posições mais extremadas? A candidatura do deputado Bolsonaro não atende a esse anseio?
Em um primeiro momento da campanha, você tem um momento de desabafo. Mas a campanha tende depois para um voto de esperança e de confiança. Eu já fui prefeito, quatro vezes governador. O voto para o Executivo é de grande confiança, confiança no futuro, quem vai tomar conta do meu dinheiro, quem pode gerir melhor, quem pode fazer um governo para que meu filho tenha emprego. A gente não pode se impressionar com pesquisa eleitoral porque neste momento a pesquisa não retrata a intenção de voto, o voto só vai ser definido quando você souber quem são os candidatos, a população ainda não está inteirada do tema, esse é um tema para depois da Copa do Mundo. O Hélio Garcia (ex-governador de Minas Gerais), com sabedoria mineira, dizia que a campanha começa depois da parada militar, ou seja, Sete de Setembro. Se for verificar as últimas eleições, a definição do voto é no final. Aqui em São Paulo, nesta época (eleição para a prefeitura), o Celso Russomano tinha 35% dos votos. A Marta Suplicy tinha mais de 20%. E o Dória tinha 3%. Nem teve segundo turno, com o Dória em primeiro e o PT, com Haddad, em segundo. Hoje tem 22 pré-candidatos. Não terá até a eleição, ninguém vai dizer em abril que não tem candidato. Mas a tendência até as convenções é de um afunilamento. Vão ter uns 12 candidatos. Hoje, está muito fragmentado. O próprio eleitor vai buscando o candidato mais viável. E tem segundo turno. Precisamos estar no segundo turno, aí é outra eleição.

 SÂO PAULO,SC,BRASIL,24-04-2018.Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho.Geraldo Alckmin,pré candidato á presidente do Brasil.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

E a esquerda terá viabilidade ou continua a dependência de Lula?
Eu perdi para o Lula em 2006. Só que o PT naquela época era fortíssimo, hoje a situação do PT é deplorável. O Lula era candidato à reeleição e o modelo é dos Estados Unidos: o mandato é oito anos, podendo interromper com quatro. Fernando Henrique foi reeleito, Lula foi reeleito, até a Dilma foi reeleita, com todas as dificuldades. Eu acredito que essa eleição é diferente, a situação do PT é muito ruim, a do Lula nem é preciso falar, acho que certamente ele não será candidato e o PT terá que definir quem será o candidato ou quem eles vão apoiar.

O fim da polarização entre PT e PSDB lhe ajuda ou atrapalha?
Eu nunca me preocupo muito com concorrente, tenho que me preocupar com o povo, falar com as pessoas. O que eu aprendi na política: você tem que se colocar no lugar do outro. Esse é o verdadeiro líder, quem consegue enxergar a dificuldade, o problema. Hoje a política é mais exigente, você tem que ouvir, dialogar, falar a verdade. Eu vou fazer quatro reformas estruturantes. Mario Covas dizia que o povo, tendo todas as informações, não erra.

A ascensão de Bolsonaro seria porque os demais partidos não deram uma resposta sobre segurança?
Eu vejo que é uma candidatura frágil. Por quê? Primeiro, não tem praticamente partido, a cada hora muda de partido, não tem aliança, você precisa ter tempo para poder conversar, não tem palanques estaduais, não é uma eleição só de presidente. Não é 1989. É uma eleição de seis votos. Não acho que o radicalismo é o caminho para o Brasil. A situação do Brasil é muito grave para você fazer radicalismo, você precisa de diálogo para construir as maiorias, consensos, para o país avançar.

E na segurança, qual seria a sua proposta?
No ano passado, o Estado de São Paulo teve 8,02 homicídios por 100 mil habitantes e neste ano está menor, 7,65. É um case (por causa da redução dos assassinatos) e no Brasil inteiro dá para reduzir. Não para imaginar que 64 mil pessoas assassinadas no país seja normal. Há um princípio em medicina que diz que sublata causa, tollitur effectus, suprima a causa que o efeito cessa. Por trás de muito do problema de criminalidade estão o tráfico de drogas e o tráfico de armas, direta ou indiretamente. Aí você tem um problemão, que é fronteira. Nós temos 17 mil quilômetros de fronteira seca. Como você vai enfrentar isso: tecnologia. Eu propus uma agência nacional de inteligência, unindo a inteligência da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, das Forças Armadas e dos Estados. Tem que enfrentar essa questão das fronteiras, inteligência, informação, tecnologia e ação diplomática. Temos que chamar os países vizinhos para ter uma ação articulada, crime não respeita fronteira. A outra medida que defendo é trazer o município para ser parceiro nesse trabalho. Em Joinville, podemos ter metas de redução de latrocínios, de roubo de cargas, homicídios. Temos que trazer o município para integrar o policiamento preventivo. O que é o Tolerância Zero em Nova York: é da prefeitura, do Rudolph Giuliani. A União tem que cumprir sua tarefa, que é enfrentar o tráfico de drogas, de armas, que são crimes federais. E tem que rever o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Isso não é redução da maioridade?
Não. Hoje a pena máxima para um adolescente infrator é de três anos. Defendo que para crimes graves pode ir até oito anos. Nós podemos ampliar a punição sem reduzir a maioridade, senão um menino de 16 anos pode ir para uma penitenciária. Mas tem a revisão do Código Penal, da execução penal, ECA. Mas são um conjunto de medidas, não existe uma bala de prata.

A situação do senador Aécio Neves será um constrangimento para o partido na campanha?
Olha o que foi feito: ele era o presidente do partido, deixou a presidência, o Tasso Jereissati assumiu, fizemos uma nova eleição e eu assumi a presidência. Ele vai se defender, tem o direito de se defender e vamos aguardar a decisão em relação ao processo eleitoral.

Deu algum conselho a ele?
Ele é maduro o suficiente. Já disse que vai ouvir os mineiros antes de tomar sua decisão se será ou não candidato.

Como vai encarar o fato de ter sido citado em delações, com inquérito aberto pelo Ministério Público Federal (a apuração por suspeita de caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014)?
Com a consciência tranquila. Tenho 40 anos de vida pública, o meu patrimônio é igualzinho ao que era. Aliás, quero dizer: se alguém na política ficar rico, é ladrão. Ladrão! Política é servir à população, você presta contas 24 horas, tem esse dever. A lei é para todos. Teve uma delação que já respondi e vou prestar contas.

Em 2015, o governo federal lançou novo pacote de concessões, envolvendo rodovias federais (BRs 280 e 470), mas não deslanchou porque os investimentos são pesados demais, com duplicações, e a tarifa não seria razoável. O que dá para fazer? Tem como criar um modelo atrativo, já que as obras andam devagar por falta de dinheiro?
Perfeitamente possível. Vou dar um exemplo: acabamos de fazer concessões no ano passado. Uma delas é a rodovia Centro-Oeste, que pega da divisa com o Paraná, atravessa São Paulo e vai até Minas. Parte é duplicada, parte é pista simples. O que nós mudamos? Em todas as concessões até agora, você tinha que apresentar um atestado técnico, ou seja, eu sei fazer túnel, ponte, viaduto. Só podia entrar empreiteiras. Acabei com o atestado técnico, não precisa mais apresentar. O concessionário que ganhar a concessão vai contratar alguém para fazer a obra. O fundo de investimentos Pátria ganhou a concessão e vai duplicar mais de 200 quilômetros de rodovias. Tem redução na tarifa onde já é pedagiado. Você tem investimento, rodovia “viva”, com atendimento ao usuário tecnologia, manutenção, pagamento de outorga ao Estado. Pretendo dar grande destaque a PPPs e concessões, não é privatização. Qual o segredo do modelo: um bom marco regulatório. Se você fizer um contrato ruim, você ficará dependente de um contrato ruim por 30 anos. Olha o que aconteceu com as ferrovias. O segredo de concessão e PPP é a regulação, bom contrato, e agência fiscalizando em cima, cumprimento de prazo, obrigação, multas e a agência longe da iniciativa privada e dos partidos. Eu fiz aqui concessão de metrô, trem, água, rodovia, PPP de habitação.

Na saúde, o modelo é de organização social?
Sim, contrato de gestão. Há um grande debate nosso com o PT. Para o PT, tem que ser estatal, nós dizemos que precisa ser público. O que interessa ao cidadão que tem direito à saúde é a gratuidade, de não pagar nada, o que não muda com a organização social. O outro modelo é estatal e com a OS, tem metas, tantas cirurgias, consultas, se não deu certo, coloca outra. Fizemos dois hospitais por PPP: são construídos, equipados e operados por 20 anos.

Na sua última passagem por Santa Catarina, no ano passado, lideranças de outros partidos, como PP e PMDB, além do PSDB, estiveram presentes. O senhor tem mantido contato com lideranças de outros partidos?
Tenho conversado com o senador Paulo Bauer, o nosso líder no Senado. Santa Catarina é um belo Estado, um Estado no qual a gente pode se inspirar, um polo tecnológico, um Estado impressionante, avançado, muito organizado.

Em 2006, o senhor teria vencido no primeiro turno em SC. Seria adesão ao PSDB ou mais antipetismo?
Cada eleição tem uma história, teve um pouco de tudo. Na época, o Luiz Henrique (PMDB) era governador e se afastou, formando uma aliança importante. Apresentávamos uma proposta boa para o Brasil, também teve o voto anti-PT, embora o Lula tivesse muita força naquela ocasião. Temos um quadro multipartidário, precisa fazer aliança em torno de propostas. A população vai exigir boas propostas, até pelo sofrimento o eleitor vai ser exigente no voto. Ele vai querer saber quais são as propostas. Estou otimista em relação a SC, em relação ao desempenho que a gente possa ter. Vamos aguardar a questão estadual, aí é do Estado.

Tem havido conversas com o governador Eduardo Pinho Moreira? Ele tem falado que quer aliança com o PSDB...
Estive no casamento do doutor Eduardo no ano passado. Sou amigo dele há 30 anos, fomos deputados federais juntos. Ele é cardiologista e eu sou anestesista. Gosto muito do Eduardo, é uma amizade de longo tempo. Tem que aguardar o que o PMDB vai fazer. O PSDB está conversando com todos no Estado, com o PSD, do Raimundo Colombo e do Merisio, o PP do Esperidião e da Angela, fui colega dela na Câmara e depois fui colega do Esperidião como governador, fomos juntos a Roma na canonização da Madre Paulina, de Nova Trento.

Na semana passada, foi feita a gravação do senhor em defesa da candidatura de Paulo Bauer. Houve alguma cobrança para ser feito o vídeo?
Não. O Paulo Bauer é o candidato natural do nosso partido.

Confira outras entrevistas com pré-candidatos
Bolsonaro: "Não sou muito bom, os outros é que são horríveis"
Exclusivo: "O poder político está colapsado", diz Ciro Gomes
"Serei o candidato da criação de empregos e do controle da inflação", diz Meirelles



 

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaEx-aluno da Escola Bolshoi de Joinville morre afogado no Rio Grande do Sul https://t.co/adAuR25GJd #LeianoANhá 43 minutosRetweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaConfira como foi o primeiro dia e a abertura da 80ª Festa das Flores de Joinville https://t.co/TaIaNIrHlS #LeianoANhá 43 minutosRetweet
A Notícia
Busca