O choque dos PMDBs de SC e do Planalto - Política - A Notícia

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Upiara Boschi05/12/2017 | 18h21Atualizada em 05/12/2017 | 18h21

O choque dos PMDBs de SC e do Planalto

Mais de um analista já afirmou que o PMDB não é um partido, mas uma federação de lideranças estaduais com interesses diversos - às vezes conflitantes. É umas das explicações para o maior partido do país somente ter encarado as eleições presidenciais em 1989 e 1994, quando Ulysses Guimarães e Orestes Quércia foram deixados pelo caminho e fizeram cerca de 4% dos votos cada um.

A ascensão de Michel Temer (PMDB) ao poder em 2016, levando com ele a notória cúpula nacional do partido, poderia ter mudado esse quadro. Não é preciso detalhar os motivos que levaram a isso não acontecer, basta apresentar o 1% que o presidente peemedebista alcançou na última pesquisa Datafolha que incluiu seu nome entre os presidenciáveis. 

Neste cenário, o PMDB catarinense tem apostado no caminho do confronto com a cúpula nacional do partido como forma de diferenciar-se. De fato, o PMDB-SC é um partido, não uma federação de interesses. Tem base em pequenos, médios e grandes municípios, tem lideranças estadualizadas, tem projeto próprio de poder. Tem divergências internas, claro. Mas na hora da urna, surge a coesão.

Nas últimas semanas, o presidente estadual e pré-candidato a governador Mauro Mariani usou o tempo de televisão do partido para criticar o PMDB nacional e ressaltar o voto a favor da denúncia contra Temer. Já havia anunciado a decisão de boicotar a convenção nacional do legenda capitaneada pelo senador Romero Jucá (PMDB). O encontro foi remarcado para 19 de dezembro, o que sugere a intenção de uma convenção esvaziada e destinada a apresentar as cartas marcadas pela cúpula.

Ontem, dirigentes do PMDB de Porto Alegre e Curitiba vieram a Florianópolis para um encontro das direções das capitais do Sul. A ideia é construir uma posição conjunta de oposição interna. A última vez que o PMDB estadual bateu de frente com a cúpula foi em 2010, quando Eduardo Pinho Moreira (PMDB) aceitou ser vice de Raimundo Colombo (então DEM) e armar um palanque para o presidenciável José Serra (PSDB). Temer era vice de Dilma Rousseff (PT) e ameaçou intervenção no Estado e punição a Moreira. Luiz Henrique entrou no jogo para impedir retaliações e todos cuidaram de seus caminhos da forma mais peemedebista possível. 

De olho em 2018, Mariani precisa marcar posição em relação à impopularidade do governo federal. Haverá reação? Mês passado, Jucá conseguiu expulsar a senadora Kátia Abreu do partido por críticas a Temer, enquanto presidiários como Eduardo Cunha e Sérgio Cabral não sofreram punições internas. A unidade dos peemedebistas catarinenses, respaldada por gaúchos e paranaenses, ajuda a marcar a posição com certa segurança.

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