A indefinida disputa pelas duas vagas ao Senado em 2018 - Política - A Notícia

Versão mobile

Upiara Boschi01/12/2017 | 06h01Atualizada em 01/12/2017 | 06h01

A indefinida disputa pelas duas vagas ao Senado em 2018

As disputas pelo cargo de governador e pelas duas cadeiras do Senado que serão renovadas no ano que vem tem um ponto em comum e outro que as diferencia completamente. Em ambos os casos, os cenários estão indefinidos. Mas, ao contrário da disputa pela Câmara Alta, a corrida pela Casa d’Agronômica pelo menos tem os jogadores a postos - nem que seja nos bastidores, torcendo para que o pré-candidato oficial fique pelo caminho.

A rigor, hoje, Santa Catarina tem apenas um nome natural para concorrer ao Senado. É o governador Raimundo Colombo (PSD), que manifestou reiteradas vezes que pretende retornar a Brasília. Na primeira passagem, entre 2007 e 2010, o pessedista foi um discreto parlamentar de oposição, ainda filiado ao DEM. Espera mudar de nível depois dos sete anos no governo.

Outro nome natural, por currículo e votações, é Esperidião Amin (PP). No entanto, o pepista demonstra que prefere disputar o governo, embora não tenha maioria em seu próprio partido para isso. Candidato duas vezes, o ex-deputado Paulo Bornhausen (PSB) é citado, mas pode abrir mão em nome de uma aliança ampla.

Maior partido do Estado, o PMDB tem alguns personagens de olho na vaga. O vice-governador Eduardo Pinho Moreira diz que é seu sonho. O ex-governador Paulo Afonso também diz que pretende entrar na disputa, assim como os deputados federais Celso Maldaner e Valdir Colatto. 

O senador Paulo Bauer (PSDB) também é um nome natural à reeleição, mas dificilmente deixará de concorrer ao governo pela segunda vez consecutiva. No entanto, os aliancistas certamente em algum momento vão tentar convencê-lo a tentar ser o primeiro senador reeleito no Estado. 

Santa Catarina tem essa peculiaridade. Nas história política contemporânea, seus senadores nunca exerceram dois mandatos consecutivos. Uns vão para o governo (Colombo, Amin), outros disputam outro cargo (a petista Ideli Salvatti), além dos casos de Vilson Kleinübing (PFL) e Luiz Henrique (PMDB) - que morreram no cargo. Herdeiro da cadeira do peemedebista, Dalírio Beber (PSDB) não disputará a reeleição. Deve tentar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Leia outros textos de Upiara Boschi
Dinheiro do Porto de São Francisco do Sul divide Colombo e PSD do Norte
O fator Alckmin e a candidatura do PSDB em SC
O recado de Mauro Mariani para Udo Döhler

A Notícia
Busca