Universidade gratuita é subsídio para parcela mais rica da população - Política - A Notícia

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Moacir Pereira22/11/2017 | 09h16Atualizada em 22/11/2017 | 09h16

Universidade gratuita é subsídio para parcela mais rica da população

Relatório do Banco Mundial conclui: 65% dos estudantes das universidades públicas pertencem aos 40% dos mais ricos

Universidade gratuita é subsídio para parcela mais rica da população UFSC/Divulgação
Foto: UFSC / Divulgação

Há alguns anos a Universidade Federal de Santa Catarina enfrenta um sério problema: a falta de estacionamento nos amplos espaços reservados a veículos particulares no campus da Trindade. Não são carros de professores. A grande maioria é dos estudantes ali matriculados. Esta realidade revela que as universidades públicas são frequentadas muito mais pelos ricos e integrantes da classe média do que pelos mais pobres e se repete nas demais cidades brasileiras.

Não causa surpresa, portanto, o relatório do Banco Mundial intitulado "Um ajuste justo – propostas para aumentar a eficiência e equidade do gasto público no Brasil". Afirma: "As despesas com ensino superior são ineficientes e regressivas". Sugere o fim da gratuidade nas universidades públicas, com pagamento pelas famílias mais ricas.

Os especialistas em educação e os economistas de renome que estiveram nos últimos dias em Santa Catarina têm posição consensual: o Brasil gasta muito mal os recursos públicos destinados ao ensino superior gratuito. Pior: as crianças vão para as escolas, mas não aprendem. Os que conseguem concluir algum curso não encontram trabalho no mercado de trabalho por falta de qualificação.

Uma das conclusões do relatório do Banco Mundial diz tudo: "65% dos estudantes das universidades públicas pertencem aos 40% dos mais ricos. Despesas com universidades federais que equivalem a um subsídio regressivo à parcela mais rica da população brasileira".

Delações

Procurador-geral de Justiça, Sandro Neis, requereu ao ministro Luiz Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, o compartilhamento do conteúdo das delações dos diretores da JBS e Odebrecht. Alega que "há menção a práticas ilegais do governador" e deseja examinar todos os termos para eventual abertura de inquérito em Santa Catarina.

Aviso prévio

Só uma reunião marcada para próximo dia 27, com a participação do Ministério Público do Trabalho, poderá trazer uma solução para a crise dos contratos do governo estadual com empresas privadas que mantêm o sistema prisional. A Montesinos, que gerencia as penitenciárias de Joinville e Itajaí, consideradas modelo, e a Ondrepsb, responsável pela vigilância dos presídios do sistema estadual, emitiram aviso prévio a 1,4 mil empregados. Motivo: o governo pagou uma pequena parcela, mas está devendo mais de R$ 80 milhões e não negocia nem pagamento parcelado da dívida. E os contratos não são reajustados há cinco anos.

Curtas

- Presidente do 17º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão, Evelásio Paulo Vieira confirmou sua realização de 4 a 6 de junho de 2018 no Infinity Blue de Balneário Camboriú.

- Advogados trabalhistas Alberto Gonçalves de Souza Júnior e Henrique Búrigo lançam hoje, em Belo Horizonte, o livro "A Prova do Assédio Moral no Processo do Trabalho", da  Editora RTM.

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