O fator Alckmin e a candidatura do PSDB em SC - Política - A Notícia

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Upiara Boschi29/11/2017 | 06h01Atualizada em 29/11/2017 | 06h01

O fator Alckmin e a candidatura do PSDB em SC

O fator Alckmin e a candidatura do PSDB em SC Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

O tucano Geraldo Alckmin foi o laço que embrulhou o pacote de partidos que em 2006 compuseram a tríplice aliança. Sua candidatura presidencial a perspectiva de disputar o governo em melhores condições quatro anos depois fez o então senador Leonel Pavan (PSDB) e o ex-prefeito lageano Raimundo Colombo (PFL) abrirem mão de suas candidaturas para apoiar a reeleição de Luiz Henrique (PMDB).

Todos ganharam. Luiz Henrique foi reeleito, Pavan virou vice, Colombo chegou ao Senado e mudou de status na política estadual. Alckmin teve 300 mil votos a mais do que Lula, em um segundo turno que desidratou nacionalmente.

Passados 11 anos, Alckmin é novamente o pré-candidato do PSDB e mais uma vez deve fazer um papel fundamental na construção dos palanques no Estado. Na segunda-feira, o governador paulista aceitou ser candidato à presidência nacional do PSDB para evitar um confronto entre o governador goiano Marconi Perillo e o senador cearense Tasso Jereissati que prometia expor as veias abertas do tucanato.

A solução foi comemorada entre os tucanos locais. Há algumas semanas, o senador Paulo Bauer visitou Alckmin e levou a ele a sugestão do colega Dalirio Beber de que fosse o nome da conciliação. Na convenção estadual, já estava definido o apoio ao paulista em 2018 — praticamente óbvio desde a candidatura do prefeito paulistano João Dória morreu na casca.

Alckmin é hoje também o nome preferencial do governador Raimundo Colombo (PSD) e do vice Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e é elogiado pelos pré-candidatos Mauro Mariani (PMDB) e Esperidião Amin (PP). Tem condições de novamente ser o fiador de uma ampla aliança no Estado.

A maior diferença é que o PSDB-SC cresceu e pode bancar uma candidatura própria - seja Bauer, seja o prefeito blumenauense Napoleão Bernardes. O trabalho de expansão da sigla sob comando do deputado estadual Marcos Vieira deu frutos que vão além do bom resultado nas eleições municipais. Hoje, Santa Catarina é o terceiro Estado com mais delegados na convenção nacional do PSDB — são 38, atrás apenas dos 77 mineiros e 135 paulista, à frente de Goiás, Bahia e Paraná. Vai ser difícil que os tucanos catarinenses sejam novamente usados como moeda de troca.

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Em cima da hora
Até então candidato à presidência do PSDB nacional, Tasso Jereissati participaria da primeira reunião da nova executiva estadual dos tucanos, na segunda-feira em Florianópolis. Em meio à articulação para que Geraldo Alckmin assumisse como nome de conciliação, o cearense precisou desistir da viagem ao Estado. Ex-adversário de Jereissatti, Marconi Perillo compareceu à convenção estadual dos tucanos. O consenso evitou que os catarinenses do PSDB precisassem escolher entre um ou outro. Ainda não havia indicativo de escolha. 

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