"Submeteram Cancellier a um constrangimento brutal", diz ex-senador Wedekin - Política - A Notícia

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Moacir Pereira25/09/2017 | 09h25Atualizada em 25/09/2017 | 12h00

"Submeteram Cancellier a um constrangimento brutal", diz ex-senador Wedekin

"Submeteram Cancellier a um constrangimento brutal", diz ex-senador Wedekin Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

O advogado, ex-deputado federal e ex-senador Nelson Wedekin voltou a se manifestar sobre a prisão do reitor Luiz Carlos Cancellier na Operação Ouvidos Moucos. Com destacada atuação jurídica nos movimentos sociais durante o regime militar e presidente da Comissão de Justiça e Paz, enviou a seguinte manifestação à coluna:

"Tanto mais nos aprofundamos sobre a prisão de Luiz Carlos Cancellier de Oliva, o reitor da UFSC, tanto mais avulta o exagero, a desproporção, e portanto, a injustiça do ato. Diz a Polícia Federal que as prisões temporárias de Cancellier e de outras seis pessoas eram para evitar constrangimento ou assédio a professores e servidores. O argumento foi abraçado com o mesmo sem cuidado pelo Ministério Público e pela juíza que a prisão.

Estamos então em que para evitar suposto, possível, hipotético, incerto e duvidoso constrangimento, submeteram Cancellier e mais seis cidadãos a um constrangimento imediato e brutal. Ou uma prisão, do modo como se deu, mesmo sem culpa formada, não é um constrangimento tão profundo que nunca se esquece e apaga?

Para evitar uma doença que talvez viesse a acontecer (constrangimento de professores e servidores), os senhores facultativos deram um remédio que era a própria doença (constrangimento infinitamente mais cruel de Cancellier e dos demais presos) que se queria combater. E a que constrangimento Cancellier poderia submeter professores e servidores? Diminuir-lhes o salário? Demiti-los? Dar uma porrada na mesa? Mandá-los à cadeia, como aconteceu com ele?

Nenhum dos responsáveis pela operação pensou na desproporção entre a gravidade dos supostos delitos com a magnitude de uma operação que mobilizou 105 agentes federais. Ninguém, dos responsáveis, tinha ideia de que todo o custoso aparato equivalia a um prévio linchamento moral dos envolvidos. Ou a ideia era essa mesma, provocar constrangimento e humilhação? 

Nelson Wedekin."

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