"Falta de gestão facilita corrupção", diz Stephen Kanitz - Política - A Notícia

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Moacir Pereira14/09/2017 | 02h20Atualizada em 14/09/2017 | 02h20

"Falta de gestão facilita corrupção", diz Stephen Kanitz

A tese foi apresentada pelo administrador e colunista ao encerrar o Fórum Estadual de Administração, comemorativo dos 35 anos do Conselho Regional de Administração de Santa Catarina

"Falta de gestão facilita corrupção", diz Stephen Kanitz Almir Dupont/Agencia RBS
Foto: Almir Dupont / Agencia RBS

O maior problema do Brasil não está na crise econômica, mas numa grande incapacidade de gestão. De um lado, o governo sem uma equipe de administradores competentes e o predomínio do apadrinhamento político-partidário nos cargos públicos. De outro, as empresas familiares que abrem espaços e facilitam a corrupção. Enfatizou que se a Odebrecht fosse uma empresa profissional não teria se envolvido na monumental corrupção porque os gestores teriam de prestar contas aos acionistas.

A tese foi apresentada pelo administrador e colunista Stephen Kanitz ao encerrar o Fórum Estadual de Administração, comemorativo dos 35 anos do Conselho Regional de Administração de Santa Catarina.

Kanitz fez uma retrospectiva histórica, mostrando que os grandes presidentes dos Estados Unidos, a começar por Abraham Lincoln, formados em administração e que governaram com profissionais com formação acadêmica. E no Brasil, prevaleceu o comando dos economistas "que provocaram um grande estrago".

Lembrou que no final do Estado Novo, Getúlio Vargas assinou o decreto 7.988 fechando todos os cursos de Administração, num retrocesso considerado criminoso. "Houve um genocídio profissional que atingiu 2 milhões de jovens impedidos de frequentarem e concluírem os cursos." Para o premiado colunista, o Brasil não precisa de um salvador da Pátria, mas de um presidente competente que atue em equipe. Só num projeto abraçado por um grupo de administradores impedirá o fisiologismo vergonhoso de troca de apoios registrado nos governos de cooptação.

Kanitz fez projeção otimista sobre o futuro citando o exemplo da indústria automobilística que elevou as vendas em 45% em agosto.

Privatização
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, defendeu a total privatização das empresas estatais, a começar pela PetrobrasEm entrevista à CBN Diário, o líder trabalhista que denunciou ao Brasil o esquema do Mensalão no primeiro mandato de Lula, disse que as estatais foram transformadas em braço direito dos partidos políticos e sindicatos. O maior desastre ocorreu na Petrobras, cujo valor de mercado caiu de R$ 400 bilhões para apenas R$ 50 bilhões.

Bagunça
O trânsito nas ruas centrais de Florianópolis está cada vez pior e mais bagunçado. Não há estudo inteligente de engenharia e nem planejamento racional. Para agravar, as sinaleiras sem sincronização criam congestionamentos em cadeia, com efeito dominó. Caso grave: há anos, registra-se todos os dias na entrada do Baia Sul Medical Center. Nesta quarta, exigiu a presença de duas viaturas da PM e vários policiais. É o fim!

Luto na Alesc
A Assembleia Legislativa suspendeu as atividades de desta quarta em sinal de luto e pesar pelo falecimento, em São Paulo, do ex-deputado Paulo Rocha Faria. Ele exerceu dois mandatos parlamentares, um pelo PSD e outro pela extinta Arena. Atuou, também, como procurador legislativo e presidiu a Associação dos Servidores. Era pai do ex-vereador Cesar Faria.

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