Ex-presidente Dilma palestra em pós-graduação de esquerda em Chapecó - Política - A Notícia

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Política 01/09/2017 | 22h10Atualizada em 01/09/2017 | 23h25

Ex-presidente Dilma palestra em pós-graduação de esquerda em Chapecó

Petista fez avaliação do quadro político brasileiro após a sua saída e ministra aula para 42 matriculados neste sábado 

Ex-presidente Dilma palestra em pós-graduação de esquerda em Chapecó Angélica Lüersen / Especial/Especial
Foto: Angélica Lüersen / Especial / Especial

Pela primeira vez em Santa Catarina desde que sofreu impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) concedeu uma palestra para cerca de 600 pessoas em Chapecó. A fala de 1h20min integra o programa do curso de pós-graduação A Esquerda no Século 21, que continua neste sábado com uma aula da petista restrita aos 42 alunos matriculados. 

Dilma Rousseff fez uma avaliação do quadro político brasileiro após sua deposição, que qualificou como "golpe parlamentar". Bastante rouca por causa de eventos anteriores em Natal (RN) e no Rio de Janeiro nos últimos dias, a ex-presidente afirmou que sua destituição teve como um de seus eixos impedir que as investigações da Operação Lava-Jato alcançassem políticos do PMDB e do PSDB, mas que o objetivo principal foi aplicar o programa de governo neoliberal derrotado nas eleições de Lula em 2002 e 2006 e dela própria em 2010 e 2014.

— Hoje não há grande dúvida de que se tratou de um golpe parlamentar diante do caráter fraudulento das razões expostas para o impeachment — disse Dilma, em referência à chamadas pedaladas fiscais.

Ela fez críticas diretas às reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB), especialmente a emenda constitucional que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, as mudanças na legislação trabalhista e previdenciária e a intenção de de privatizar a Eletrobras.

— Aplicam um programa que nunca ganharia o voto popular — criticou.

A ex-presidente creditou a crise econômica enfrentada pelo país em seu governo a fatores externos e disse que a antiga oposição utilizou essas dificuldades para criar as condições para o impeachment.

— Todas as medidas de contenção da crise foram bloqueadas sistematicamente - disse a ex-presidente.Ela defendeu a necessidade de uma reforma política, mas criticou as opções em discussão no Congresso Nacional — especialmente o parlamentarismo e o distritão. 

Defendeu a candidatura de Lula a presidência em 2018 e foi ovacionada ao citar a frase do ex-presidente de que participaria da disputa "condenado ou absolvido, preso ou em liberdade, vivo ou morto".

— Uma parte importante desse golpe será derrotada em 2018 — disse Dilma.

Ao final do evento, os participantes fizeram fila para tirar fotos com a petista. A única reação hostil à ex-presidente aconteceu à tarde, quando cerca de 20 pessoas criticaram a presença de Dilma em Chapecó na praça Coronel Bertaso, no Centro da cidade.

Foto: Angélica Lüersen / Especial

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