"A lei atual não protege o cidadão de bem", diz comandante-geral da PM - Política - A Notícia

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Moacir Pereira05/09/2017 | 02h20Atualizada em 05/09/2017 | 02h20

"A lei atual não protege o cidadão de bem", diz comandante-geral da PM

Confira a entrevista completa com Paulo Henrique Hemm

"A lei atual não protege o cidadão de bem", diz comandante-geral da PM Betina Humeres/DC
Foto: Betina Humeres / DC

Com uma série de ataques nos últimos dias, dois deles resultando na execução de policiais militares, a PM catarinense se vê outra vez em enfrentamento direto com o crime organizado no Estado. O comandante-geral da corporação, coronel Paulo Henrique Hemm, fala da resposta que a PM pode dar e critica a atual legislação.

Como estão as ações da Polícia Militar para conter os atentados?

Estamos trabalhando em conjunto com todas as forças de segurança do Estado. Estamos buscando ação integrada e firme contra a violência. As últimas informações que temos é que a situação está retornando à normalidade. É absolutamente inaceitável o que vinha ocorrendo.

Pelos registros da PM, onde se registram mais os atentados?                              

Eles se concentram mais no Sul, na região de Criciúma, e também em Florianópolis. Ali são mobilizadas as operações policiais, mudando as características do policiamento e multiplicando esforços do efetivo policial para que dar resposta pronta contra estes ataques.

Os criminosos querem intimidar a PM ou tem outro objetivo?

Não temos ainda uma avaliação sobre as origens e objetivos destes atentados. Pode até haver interesse em intimidar. Mas não vamos ceder de forma alguma um centímetro sequer em nossas ações de combate à violência e à criminalidade. Daremos resposta contundente, dentro da legalidade.

Qual a maior queixa da PM no combate à criminalidade?

Sem dúvida nenhuma é a legislação penal. Hoje só se vê falar em reforma política, reforma econômica, mas nada se fala sobre a reforma da legislação penal. A atual lei penal não protege os aplicadores da lei e muito menos o cidadão de bem. Precisamos a revisão da lei com urgência para que possamos dar a segurança que a sociedade quer e merece.

O que o senhor constata na tropa?

Estão todos voltados para o cumprimento do dever. Por mais percalços, estamos todos unidos no mesmo propósito, focados na missão, dando segurança à comunidade. Damos a todos os policiais mensagens de que estejam prontos, atentos, motivados e alinhados com os compromissos de dar tranquilidade à comunidade.

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