Aumenta a insatisfação do PMDB com atos do governo Colombo - Política - A Notícia

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Moacir Pereira30/08/2017 | 17h36Atualizada em 30/08/2017 | 17h36

Aumenta a insatisfação do PMDB com atos do governo Colombo

Por enquanto, ninguém fala em rompimento já, mas pelo menos um líder do PMDB disse que "está próximo o momento de uma definição"

Aumenta a insatisfação do PMDB com atos do governo Colombo Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

As relações entre o PMDB e o governo Colombo entraram num clima de visível insatisfação e até com manifestações críticas de deputados estaduais, prefeitos e algumas de suas lideranças.

O descontentamento aumentou esta semana com fatos novos. Na reunião da bancada estadual na Assembleia Legislativa convênios firmados pelo governo estadual com a prefeitura de Tubarão, de 20 milhões de reais, foram citados como exemplo de discriminação contra prefeitos do PMDB e privilégios para os progressistas. Tubarão é governada pelo ex-deputado Joares Ponticelli, ex-presidente estadual do PP e o que mais batalhou na Convenção Estadual do partido pela eleição do deputado Silvio Dreveck à presidência do Diretório Regional. Ponticelli e Dreveck são os maiores defensores da aliança do PP com o PSD de Gelson Merísio, o pré-candidato ao governo em 2018.

O PMDB não tem dúvidas que o convênio do governo com o prefeito Joares Ponticelli foi negociado para garantir a coligação do PP com o PSD e sua formalização na Convenção Estadual.

Queixas de prefeitos e de deputados chegaram com mais intensidade também ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira, todos falando de privilégios e discriminações e uso do governo para ações políticas.

O deputado Fernando Coruja vem vocalizando a crescente insatisfação e nesta terça avançou nas críticas. Entrou com pedido de informações sobre convênio de 5 milhões de reais para compra de livros de literatura, um contraste quando hospitais estão suspendendo cirurgias por falta de material e medicamentos.

Na reunião da Comissão de Finanças, Coruja foi além  ao requerer a convocação do secretário da Fazenda, Almir Gorges, para debater no parlamento a crise financeira do Estado. O requerimento não foi votado, porque o presidente Marcos Vieira (PSDB) optou por um convite ao secretário.

Naquela reunião, Fernando Coruja já se declarou como deputado de oposição ao justificar a necessidade de um debate mais profundo sobre a grave crise financeira do governo.

- É preciso debater esta questão – afirmou. Até me comporto aqui, reconheço, como deputado de oposição.

- O senhor não é do governo – indagou o deputado José Milton Scheffer, do PP.

- Não, eu não! – respondeu Coruja.

Por sua vez, o deputado Valdir Cobalchini, ex-líder do PMDB, esteve reunido com o vice-governador Eduardo Moreira e confirmou que a insatisfação do partido foi tratada.

- A situação é realmente desconfortável. Não se pode tratar a base do governo com privilégios. A relação tem que ser republicana – afirmou Cobalchini.

Não é possível sermos surpreendidos com tratamento desigual. O governador tem que ser mais discreto. Afinal, a base de apoio vai além do PSD e do PP.

Por enquanto, ninguém fala em rompimento já, mas pelo menos um líder do PMDB disse que "está próximo o momento de uma definição".

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