O desgaste de Michel Temer e seus efeitos sobre candidatos em 2018  - Política - A Notícia

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Upiara Boschi06/07/2017 | 06h00Atualizada em 06/07/2017 | 10h39

O desgaste de Michel Temer e seus efeitos sobre candidatos em 2018 

Entre os nomes que podem disputar o governo de Santa Catarina, há quem se exponha ao lado do presidente denunciado, como Paulo Bauer (PSDB), e quem prefira a discrição, como os peemedebistas Mauro Mariani e Dário Berger

Faltam 459 dias para as eleições de 2018 e o presidente Michel Temer (PMDB) amarga o duplo constrangimento de ter uma aprovação popular de 7% e a condição de ser o primeiro inquilino do Planalto a ser denunciado por crime cometido no exercício do mandato. Nesse contexto, é de se admirar que futuros candidatos ainda gravitem em torno de um aliado a cada dia mais frágil.

O senador Paulo Bauer (PSDB), por exemplo, é pré-candidato declarado ao governo do Estado. Tem se saído bem em pesquisas realizadas por adversários, graças aos 30% do votos que recebeu na disputa pelo cargo em 2014. Apesar disso, deixou-se fotografar animadamente com o presidente no dia em que ele se pronunciou contra a denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot. Antes, o tucano catarinense integrara a comitiva de Temer na viagem oficial à Rússia e à Noruega.

É a posição de líder do PSDB no Senado que tem garantido o acesso de Bauer ao Planalto. Em entrevistas, diz esperar que Temer comprove inocência e que "por ora mantém condições de comandar o governo e dar continuidade às reformas". Não será surpresa se a proximidade com Temer for vista em horário eleitoral em outubro do ano que vem.

Outros dois nomes cotados para o governo, ambos do PMDB de Temer, tiveram postura oposta. Na última terça-feira, o deputado federal Mauro Mariani e o senador Dário Berger foram recebidos pelo Planalto em uma audiência concedida por Temer ao também deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB). Naquele dia, o presidente recebeu pelo menos 23 integrantes da Câmara dos Deputados para encontros solicitados semanas antes - em um esforço apelidado de "Operação salva-mandato".

O encontro foi divulgado por Peninha, satisfeito por encontrar Temer solícito em relação aos pedidos para obras em Balneário Camboriú, Brusque, Ibirama e São João Batista. Dário e Mariani permaneceram os primeiros 20 minutos, mas não procure menções nas redes sociais dos possíveis candidatos a governador, será em vão.

Desde que a denúncia foi remetida para análise na Câmara dos Deputados, os parlamentares catarinenses e das demais unidades da federação estão sendo pressionados a abrirem seus votos. Por enquanto, apenas Valdir Colatto (PMDB) cravou que ficará a favor de Temer, mas a lista vai crescer. Ainda indeciso, Esperidião Amin (PP) — sempre cotado para o governo estadual — dizia na segunda-feira que o presidente precisaria apresentar não apenas uma defesa legal, mas uma narrativa convincente sobre o encontro noturno com Joesley Batista. Nesta quinta, a Câmara recebeu as 98 páginas da defesa do presidente. Delas, 33 tentam deslegitimar técnica e legalmente o uso da gravação feita pelo empresário e menos de quatro refutam o que se ouve na conversa.

 
 

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