Nova edição do Fundam é aposta de Colombo para agregar apoio político - Política - A Notícia

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Upiara Boschi01/07/2017 | 06h30Atualizada em 01/07/2017 | 06h30

Nova edição do Fundam é aposta de Colombo para agregar apoio político

Em meio à crise política nacional e pessoal — graças às citações nas delações da Odebrecht e da JBS — governador lança nova edição do programa que distribui entre os 295 municípios parte do dinheiro que o Estado conseguirá emprestado junto a bancos federais.

Ao ser eleito governador do Estado pela primeira vez, em 2010, Raimundo Colombo prometeu ser "o mais prefeito dos governadores". Defendia, pela sua experiência de três mandatos em Lages, que era nas cidades que estavam os reais problemas e que lá deveriam ser definidas as prioridades. Três anos depois encontrou a fórmula que permitiu ser o parceiro que prometeu na campanha eleitoral: o Fundo do Desenvolvimento dos Municípios (Fundam).

O instrumento permitiu a Colombo dividir com os 295 municípios parte dos bilhões que conseguiu financiar junto a bancos federais com o aval da então presidente Dilma Rousseff (PT). A gratidão que o pessedista tinha em relação à petista acabou reproduzida em seu favor pelo interior do Estado. Era comum o relato sobre prefeitos e até deputados do PSDB e do PP que se recusaram a pedir votos para Paulo Bauer (PSDB), adversário de Colombo nas eleições de 2014. Mais de R$ 500 milhões foram repassados às prefeituras, a quem coube definir as prioridades dos gastos. O Fundam foi um sucesso administrativo, político e eleitoral.

Em meio à crise política nacional e pessoal — graças às citações nas delações da Odebrecht e da JBS — Colombo aposta mais uma vez no Fundam como ferramenta de ação administrativa e da agregação de apoio político. Está fazendo uma verdadeira turnê pelo Estado. Na última quinta-feira, completou a 12ª visita a cidades que sediam associações de município para detalhar a prefeitos e lideranças políticas os R$ 700 milhões da nova edição do Fundam. Nesta semana, será a vez de São Lourenço do Oeste, Maravilha e São Miguel do Oeste.

Colombo aposta tanto no programa que vai bancar a decisão de contrair o empréstimo junto ao BNDES mesmo que não tenha aval federal — o que poderia reduzir juros. Os críticos vão dizer que o programa compra apoio político e que mesmo com os critérios de distribuição de recursos para todos os 295 municípios, a generosidade é maior com os aliados. Também vão dizer que a bondade com dinheiro emprestado é contraditória em relação à retenção de R$ 418 milhões em dinheiro de impostos da Celesc que deveriam ter sido repassados aos municípios entre 2015 e 2016 e que começará a devolver agora em julho, em suaves 36 prestações.

As contradições farão parte do debate político. Certo é que o primeiro Fundam resultou em 56 obras, 1.358 ruas pavimentadas, 976 máquinas, equipamentos e veículos adquiridos e em fôlego para investimentos de prefeituras à beira da falência. Com uma nova edição do programa na praça, Colombo pavimenta a estrada para em 2018 apresentar-se como "o mais prefeito de todos os senadores". 

 
 

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