"É preciso tirar o PT do isolamento", diz Décio Lima - Política - A Notícia

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Moacir Pereira08/07/2017 | 02h15Atualizada em 08/07/2017 | 02h15

"É preciso tirar o PT do isolamento", diz Décio Lima

Confira entrevista com presidente do partido em Santa Catarina

"É preciso tirar o PT do isolamento", diz Décio Lima Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados,Divulgação
Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados,Divulgação

Confira entrevista com Décio Lima, presidente do PT em Santa Catarina:  

O senhor vai mesmo disputar o governo do Estado em 2018?

Ninguém disputa o governo do Estado sem ter conteúdo para apresentar ao povo. O povo catarinense não escolhe o governador, primeiro escolhe as ideias. Minha missão será construir um conteúdo que possa apaixonar o povo de Santa Catarina e criar uma nova esperança a partir de 2018. Entendo que estamos no fim de um ciclo da política que reuniu a tríplice aliança. 

O senhor acha que o PT cumpre o papel de oposição no Estado?

Creio que vivemos em Santa Catarina a estagnação de um período, que tira a motivação dos protagonistas e da oposição. O modelo da descentralização, apresentado com tanto entusiasmo, não apresentou à população a presença efetiva do governo em várias regiões. E se transformou numa estrutura de Estado antiquada. O governo se esvazia sozinho. Não precisa fazer oposição. A descentralização é boa e precisa continuar. Mas a estrutura está superada e precisa ser revista. Por outro lado, é preciso reconhecer que o governador Raimundo Colombo é uma figura com perfil diferente. Temos dificuldades de fazer oposição. Ele permite o contraditório e que a oposição sente na mesa. Seu estilo dificulta o trabalho da oposição. 

Como o senhor quer liderar a reconstrução do PT em Santa Catarina?

Primeiro, fortalecendo a unidade do partido com todas as correntes. Vou dar visibilidade à causa que defendemos. É preciso tirar o PT do isolamento. Só conseguiremos isso com a defesa pública das causas que sempre representamos. É urgente a sintonia com setores da classe média e os empresários, num modelo que mostre o PT dentro da lógica estadual. O PT precisa representar a esperança em nosso Estado. 

Não é missão difícil com Lula réu e líderes nacionais presos?

O Brasil está sendo passado a limpo. Os fatos não podem ser seletivos. Lula é réu por delação. Mas há delações mais fortes envolvendo Aécio Neves, Michel Temer. A esquerda cresce como conjunto de valores e isso abre uma possibilidade de rever as causas do PT. 

Por que as lideranças do PT não reconhecem os crimes de corrupção?

Não podemos deixar de ter sentimento de autocrítica e agasalhar as sandálias da humildade. Mas temos que nos indignar com as injustiças que temos sido alvo. O processo de corrupção é endêmico no Brasil. Os empreiteiros têm revelado que se trata de uma prática antiga no Brasil. 

Mas a bandeira do PT era "ética na política"...

Concordo que fomos alvejados na bandeira que era exclusiva do PT. Veja, porém, a corrupção na Petrobras. Foi praticada por diretores que não eram do PT. Nosso erro foi fazer pactos com setores que corromperam e isto é que maculou nossa história. Em nome da governabilidade. O atual Congresso está comprometido. Todo mundo sabe que o presidente é corrupto, mas não há como cassá-lo. O Congresso sempre foi o palco da fisiologia da política brasileira. A governabilidade foi um erro do PT. 

Por que o PT está sempre contra o setor produtivo?

Não vejo que esteja contra. Mas aqui em Santa Catarina faltou ao PT fazer a interlocução com o setor produtivo, com os empresários. Eu mantive a vida toda relações com o setor produtivo. Mas o PT se isolou. 

Qual sua proposta para o Estado?

Primeiro, o convencimento de que Santa Catarina pode ser uma Suiça.  Falta aqui enfrentar e resolver os principais problemas do Estado. Temos a melhor estrutura portuária do Brasil.  Mas temos uma visão paroquial, sem unidade e logística própria.  É urgente resolver os problemas de logística e mobilidade das cadeias produtivas. Outro drama: o Estado está sem planejamento.  É urgente despertar para a modernidade.

Presidente Décio Lima (D) e deputado Dirceu Dresch (E) conversaram com o ex-presidente Lula na solenidade de posse do novo diretório nacional do PT Foto: Divulgação / Divulgação

Vaia de corrupção
Ao confirmar que foi vaiado pela militância do PT durante audiência pública com o diretor-geral do DNIT em São Miguel do Oeste por ter votado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o deputado federal João Rodrigues disparou: "Vaia de quem apoia corrupto é aplauso nos ouvidos de quem trabalha pelo desenvolvimento do Brasil".

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