TSE ignora "corrupção amazônica" - Política - A Notícia

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Moacir Pereira10/06/2017 | 06h00Atualizada em 10/06/2017 | 06h00

TSE ignora "corrupção amazônica"

O ministros Herman Benjamin, Luiz Fux e Rosa Weber salvaram a imagem da Justiça Eleitoral, seriamente ferida e com prestígio abalado

TSE ignora "corrupção amazônica" Arte DC / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Arte DC / Agência RBS / Agência RBS

O ministros Herman Benjamin, Luiz Fux e Rosa Weber salvaram a imagem da Justiça Eleitoral, seriamente ferida e com prestígio abalado ao decidir, por maioria apertada, ignorar o maior escândalo de corrupção da história nas eleições presidenciais de 2014.

O relator se projetou perante a nação como um paradigma da magistratura nacional. Com qualidades excepcionais, muito estudo e dedicação, ética, coragem e independência, exumou o cadáver do sistema político-eleitoral, mostrando um conteúdo putrefato. E depois de um esforço brutal de dois anos e meio, viu o Tribunal ignorar ilegalidades, laranjas, empresas de fachada, lavagem de dinheiro, compra de votos e incontáveis ilícitos nas eleições de Dilma e Temer.

O ministro Herman Benjamin avançou no diagnóstico revelando que houve criminosas ações de candidatos e partidos da aliança "Com a Força do Povo"  com caixa 1, caixa 2 e até caixa 3, que classificou como "barriga de aluguel". Na defesa de teses condenatórias incontestáveis, trouxe outra contribuição:  o dinheiro espúrio do propinoduto da Petrobrás, usado por PT, PMDB, PP e aliados em 2014, irrigou também as eleições estaduais, alterando seu resultado.

O ministro Luiz Fux deu um voto curto e brilhante, pedindo a punição da chapa eleita ilegalmente. Lembrou, com razão, que foi o próprio TSE que reabriu o processo, a partir das estarrecedoras denúncias de corrupção, tudo comprovado por documentos e testemunhas. E o mesmo TSE decide ignorar os gravíssimos fatos novos.

- Como ignorar tanta corrupção e tanta desonestidade? – perguntou.

E concluiu dizendo que no lugar de ética e moralidade, a eleição teve "corrupção endêmica e imoralidade amazônica".

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