"Também estou estarrecido com as denúncias", diz Mauro Mariani sobre entrevista de Joesley Batista - Política - A Notícia

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Moacir Pereira19/06/2017 | 11h13Atualizada em 19/06/2017 | 11h27

"Também estou estarrecido com as denúncias", diz Mauro Mariani sobre entrevista de Joesley Batista

Confira entrevista com o  presidente do PMDB-SC

"Também estou estarrecido com as denúncias", diz Mauro Mariani sobre entrevista de Joesley Batista Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Foto: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados

Confira entrevista com o deputado Mauro Mariani, presidente do PMDB-SC:      

Como o senhor reagiu às novas denúncias de Joesley Batista contra o presidente Michel Temer?

Ninguém recebe bem. O Brasil vive um momento preocupante, porque começava a nova fase do desenvolvimento econômico. E espero que continue. É um processo triste e doloroso. É mais um capítulo de uma novela que não deverá ter fim antes das eleições de 2018. Infelizmente. 

O senhor acha que Temer deve renunciar ou reagir?

Temos que pensar no que é melhor para o Brasil e não para o PMDB. O melhor para o PMDB seria que o Michel Temer não tivesse no centro deste furação. Nos pouparia deste grande desgaste. Mas o que é pior para o Brasil neste momento? Penso que temos de proteger a agenda econômica e fazer a transição. Teremos eleição em um ano. Como seria a sucessão de Temer? Como se daria isso? Seria um processo penoso. Não seria nada rápido. Não vejo nenhuma solução com a brevidade que a crise e o Brasil exigem. 

Fernando Henrique está propondo eleição direta?

Falar em eleição direta agora é temerário. Em um ano teremos eleições dentro das regras constitucionais. Tem que ter cautela. Renúncia é uma decisão de foro pessoal do presidente. Não me parece que ele tenha alguma inclinação para isto. Infelizmente, o que temos é este cenário triste. Precisamos ter claro que hoje o importante não é o apoio político ao Michel Temer, mas ao processo de reestruturação do Brasil, que está em curso. Não é apoio ao presidente de plantão, mas à agenda econômica que o país precisa. Não é agenda de um partido, de um governo, mas de um Estado, aprovando as reformas e conduzindo o Brasil ao crescimento econômico. É isto que está em jogo. 

O senhor tinha, de alguma forma, informações sobre estas denúncias do empresário?

Obviamente que não. É claro que não. Tomei conhecimento pela imprensa. Como os brasileiros, também estou estarrecido com as denúncias. Agora, cada um vai ter que responder por seu atos. Não tem como proteger ninguém. 

E qual a prioridade do momento?

Para mim, está muito claro: temos que proteger a economia do Brasil, aprovar as reformas e buscar a retomada do crescimento para reduzir a tragédia do desemprego. Esta deve ser a prioridade número um. E sinto que há esta disposição no Congresso. 

O sistema político eleitoral brasileiro está falido?

Sem dúvida. E produziu isto que está aí. Há muito sabíamos destes problemas e, sobretudo, do predomínio do poder econômico sobre a política. Nós enfrentamos isto aqui em Santa Catarina, quando sugerimos outro caminho ao PMDB. Sofremos um ataque violentíssimo. Havia um controle absoluto e total em nosso Estado. Lideramos um grupo que queria o PMDB fora da atual aliança, mas eles abafaram. Todas as forças foram usadas para conter a base do PMDB. Isto aconteceu no cenário nacional. Foi uma decisão equivocada. A cúpula do PMDB impôs ao partido o que era contra a vontade da base partidária. Hoje, muitas lideranças reconhecem que foi um equivoco do partido. Estamos pagando um preço muito alto, já pago nas eleições municipais. Eu sei o que me custou ser contra o establishment. 

Esta crise nacional repercute em Santa Catarina?

Não tenho dúvida. Causa prejuízo para todo mundo. Ficamos vulneráveis aos aproveitadores de plantão. Já está causando e vai provocar muito prejuízo a quem faz política. Temos que superar tudo isso. Não podemos criminalizar a atividade política. 

Manchetes
Do notório bandido Joesley Batista, na revista Época, escandalizando o Brasil:

1. "O Temer é o chefe da organização criminosa da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. Quem não está preso está hoje no Planalto".

2. "O Lula e o PT institucionalizaram a corrupção".

3. "O Brasil ia achar que a solução era substituir 1 (Dilma) pelo 2 (Aécio). Mas o 2 é do mesmo sistema".

O quarteto
O senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB, está respondendo a cinco inquéritos no Supremo Tribunal Federal, por ilícitos e obstrução de Justiça. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, é ré no STF acusada por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O senador Aécio Neves, presidente nacional licenciado do PSDB, está afastado do Senado pelo Supremo e foi denunciado pela Procuradoria da República. E o presidente nacional do PP, deputado Ciro Nogueira, também foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro no Supremo. São estes os líderes que governaram o Brasil nos últimos 15 anos. 

Leia outras notas de Moacir Pereira desta segunda-feira: 

Parques
Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, garantiu em reunião na Capital solução para o problema criado com ato da ex-presidente Dilma, sobrepondo o Parque Nacional de São Joaquim ao Parque da Serra Furada. Durante reunião na Assembleia Legislativa, com o Fórum Parlamentar, prefeitos e entidades ambientais, foram aprovadas medidas concretas para correção. Para um sábado fora de Brasília, o ministro trouxe assessores, ouviu todos e encaminhou tudo na hora.  

Impasse
As obras de implantação do contorno da BR-101 em Florianópolis prosseguem sem qualquer atraso. A greve dos trabalhadores da Pavosolo é pontual e não interfere no andamento do projeto. A garantia é do engenheiro Marcelo Módolo, que esclarece que a Autopista tem dois contratos com a Pavsolo, no valor de R$ 75 milhões, dos quais 60% já executados. Nega qualquer atraso de pagamento e diz que as negociações vão prosseguir esta semana. Há contratos com outras 70 empresas, todos executados sem qualquer problema.

Personalidade
Empresário Topázio Silveira Neto,o presidente da Flex Contact Center, recebe hoje, às 19h, no Centrosul, o Prêmio Personalidade de Vendas da ADVB-SC de 2017. Disse que o título "é o reconhecimento pelo trabalho realizado por um grupo de pessoas dedicadas e que em oito anos construiu uma empresa inovadora. Saiu do zero e hoje emprega mais de 12 mil pessoas, em Santa Catarina e São Paulo." 

Curtas

O deputado Dirceu Dresch (PT) vai cobrar na Assembleia esta semana apuração de denúncias apuradas pelo Ministério Público do Trabalho sobre suposto assédio moral para alteração de pareceres no Badesc. 

Será nesta segunda, às 16h, no auditório da Reitoria o ato comemorativo dos 25 anos de criação da Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC.

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