Servidores de Joinville decidem por greve a partir de segunda-feira - Política - A Notícia

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Cidade07/06/2017 | 11h58Atualizada em 07/06/2017 | 17h26

Servidores de Joinville decidem por greve a partir de segunda-feira

Paralisação ocorre por falta de acordo sobre reajuste de salários e de outros pedidos do setor


Assembleia ocorreu na frente da Prefeitura de Joinville na manhã desta quarta-feira Foto: Salmo Duarte / Agência RBS

Os servidores públicos de Joinville decidiram, em assembleia na manhã desta quarta-feira, que entrarão em greve a partir de segunda-feira, 12 de junho.

A votação ocorreu depois de seis reuniões de negociação entre o setor e a Prefeitura de Joinville, que vinham acontecendo desde 21 de março, quando foi entregue o documento com a pauta de reivindicações. O setor, por meio do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej), pede reposição da inflação, com 3,99% de reajuste, mais 5% a título de recuperação das perdas salariais acumuladas no últimos anos.

A Prefeitura ofereceu 2% de aumento, divididos em duas parcelas a serem pagas em setembro e novembro, opção que o sindicato considerou inválida para votação — o mínimo esperado era de reposição da inflação.   

Além disso, os servidores também reclamam da ausência de reajuste no valor do vale-alimentação a partir da inflação — previsto em lei e que deveria ocorrer em 1º de maio, data-base da categoria — e do silêncio da Prefeitura sobre outros pedidos.

Segundo o Sinsej, alguns deles não gerariam custo ao município, como revisão do plano de carreira geral; aplicação de um terço de hora-atividade (prevista em lei federal desde 2008); garantia de auxiliar de inclusão em todas as turmas; eleição direta para diretores escolares; entre outras reivindicações.

A Prefeitura de Joinville informou que ainda não havia fechado a mesa de  negociações com o sindicato e que alguns tópicos da pauta não chegaram a ser discutidos. O secretário de comunicação Marco Aurélio Braga afirma que o reajuste salarial foi colocado à frente de outros assuntos, de forma que a negociação pudesse evitar a possibilidade de paralisação dos trabalhos, e que 2% de reajuste salarial é o máximo que a Prefeitura pode oferecer no momento.

— A situação política do País não permite avançar a negociação. Podemos garantir 2% agora, mas precisamos esperar para saber como ficará a economia. Não sabemos nem mesmo se teremos um presidente até o fim desta semana — avalia Braga. 

Braga comenta que a Prefeitura entende que a diretoria do sindicato não fecha as negociações durante as reuniões, já que sempre abre as propostas para apreciação da categoria, mas que, neste caso, não houve tempo para detalhar todos os pedidos. Além disso,  o poder público também sente falta de contrapartidas do Sinsej para as propostas. 

Segundo o secretário, durante as reuniões, que contaram com participação do presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, e do prefeito Udo Döhler, houve avanço nas discussões de alguns tópicos, como as propostas que não envolvem despesas — como negociação da hora-atividade, ponto facultativo no Dia da Família e insalubridade para profissionais que atuam nos postos de saúde —, mas outros assuntos, como o reajuste do vale-alimentação, não chegaram a passar por análise. 

— Há um pedido de equiparação ao vale-alimentação da [Companhia] Águas de Joinville, o que seria impossível. A diferença é de R$ 600 (da Águas de Joinville) para R$ 280 (Prefeitura) — afirma.

Durante a quarta-feira, os trabalhadores continuam com os trabalhos paralisados e os representantes de local de trabalho reuniram-se no Sinsej às 14 horas. Na quinta e na sexta-feira, os servidores retornam a normalidade dos atendimentos e, a partir de segunda, entram em greve por tempo indeterminado. 

A última greve dos servidores de Joinville ocorreu em 2014 e durou 25 dias. Na época, houve reposição salarial de 5,82%, ganho real de 1,18% em janeiro do ano seguinte e aumento no valor do vale-alimentação em 20%, entre outras reivindicações. 


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