PF prende Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Dilma e Temer - Política - A Notícia

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Operação policial06/06/2017 | 06h52Atualizada em 06/06/2017 | 10h46

PF prende Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Dilma e Temer

Expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte, mandado de prisão é um desdobramento das delações da Odebrecht

PF prende Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Dilma e Temer FRANKIE MARCONE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: FRANKIE MARCONE / FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Zero Hora
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A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta terça-feira (6), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) e ex-presidente da Câmara dos Deputados. As informações são da Folha de S. Paulo.

Expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte, o mandado de prisão é um desdobramento das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Também há um mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que já está preso no Paraná.

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Do núcleo de confiança de Temer, Henrique Eduardo Alves pediu demissão em junho do ano passado, após ser citado no acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. 

A operação deflagrada pela PF nesta terça-feira foi chamada de Manus — uma referência ao provérbio latino "Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat", que significa "uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra". A ação apura atos de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Operação cumpre outros quatro mandados de prisão

Além da detenção do ex-ministro, a PF ainda cumpre outros quatro mandados de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e no Paraná. A investigação teve início após a análise de provas coletadas na Lava-Jato que apontaram o pedido e o recebimento de vantagens indevidas por Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha na construção da Arena das Dunas, o estádio da Copa do Mundo em Natal.

Segundo a investigação, houve sobrepreço de R$ 77 milhões nas obras, que favoreceram duas grandes construtoras. Foram identificados valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que seriam, na realidade, pagamento de propina.

 
 

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